CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Projeto Reconstruindo Sonhos é implantado em Sinop e Colíder

Publicado em

MATO GROSSO

Mais duas unidades prisionais de Mato Grosso são contempladas com o “Reconstruindo Sonhos”, projeto desenvolvido pelo Ministério Público Estadual e parceiros com o objetivo de assegurar a ressocialização de pessoas que estão privadas de liberdade. Este mês, a iniciativa começou a ser implementada na Cadeia Pública Feminina de Colíder e na Penitenciária “Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira”, conhecida como “Ferrugem”, no município de Sinop. Vinte e cinco reeducandos foram selecionados para participar do projeto.

De acordo com a coordenação da iniciativa, das 25 vagas, 10 foram destinadas para Colíder e 15 para Sinop. Existe ainda a previsão de uma nova turma com mais 15 vagas para Sinop. Em Colíder, o projeto está sendo coordenado pelo promotor de Justiça Danilo Cardoso e em Sinop, pelo promotor Luiz Gustavo Mendes de Maio.

Os encontros de abertura nos dois municípios contaram com a participação de diversos parceiros, entre eles, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Poder Executivo Municipal, Poder Judiciário, Conselhos da Comunidade, Defensoria Pública, Nova Acrópole, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Leia Também:  Operações Lei Seca prendem seis motoristas por embriaguez e remove 31 veículos em duas rodovias estaduais

O Reconstruindo Sonhos é dividido em duas etapas. Na primeira são realizados 12 encontros, que ocorrem uma vez por semana e abordam temas como valores, humanização e espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, perspectiva de futuro, planejamento, entre outros. Terminada essa fase, o projeto segue com a oferta de cursos profissionalizantes.

O projeto, que atende ao objetivo estratégico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) de “Fortalecer a ressocialização dos reeducandos e a redução da prática delituosa”, já está em andamento em Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Colniza, Comodoro e Água Boa. Além disso, outros 12 municípios já demonstraram interesse em implantar.

Fonte: MP MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

Publicados

em

Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

Leia Também:  Mais de 280 estudantes representam Mato Grosso nos Jogos Escolares Brasileiros em Recife (PE)

A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

Leia Também:  Criminoso envolvido em roubo em loja de autopeças é preso pela Polícia Civil em Rondonópolis

Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA