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Programação tradicional abre o dia do aniversário de Vila Bela

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MATO GROSSO

A manhã deste sábado em Vila Bela da Santíssima Trindade foi repleta de atividades comemorativas pelo aniversário de 264 anos da cidade, neste 19 de março. As festividades foram abertas durante a madrugada, com fogos de artifício e serenata pelas ruas da cidade até a alvorada.

A cidade é capital simbólica do Governo de Mato Grosso neste ano, em razão de sua importância histórica para todo o Brasil. O governador Pedro Taques publicou a Lei Nº 10.377, em 02 de março deste ano, oficializando a transferência da Capital para Vila Bela todos os anos, a partir de agora. Os poderes Legislativo e Execuivo estadual também estão instalados na cidade.

Pela manhã, o primeiro compromisso do governador Pedro Taques foi a assinatura de um Termo de Cooperação, entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e a Prefeitura Municipal de Vila Bela, para revitalização do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, onde está localizada a maior cachoeira do Estado e quarta maior do Brasil: a Cachoeira do Jatobá.

Taques e os secretários estaduais também plantaram 20 mudas de ipê, uma das principais espécies de árvores do Estado, para amenizar os efeitos de gás carbônico lançados em Vila Bela, devido à realização do evento.

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“Temos consciência que um evento deste porte acarreta algumas consequências ao meio ambiente. Pensando nisso, plantamos estas mudas e trouxemos outras 2.500, de várias espécies, que foram entregues à população, para que as pessoas plantem, também, em suas casas”, explicou Pedro Taques.

O próximo evento foi a tradicional Missa pelo aniversário de Vila Bela, ministrada pelo Bispo Dom Milton dos Santos, que veio de Cuiabá especialmente para a ocasião. Após a missa, houve desfile cívico com a fanfarra da Escola Estadual Verena Leite de Brito e música com o Coral Consciência Negra.

“É uma honra estar aqui e poder presenciar eventos culturais tão importantes para a nossa história. Hoje ainda temos muito trabalho por aqui. Vamos atender prefeitos e vereadores de toda a região, inclusive alguns que vieram da Bolívia. Vamos ouvi-los e encaminhar as demandas que surgirem”, afirmou o governador.

Programação

Neste sábado a tarde, o governador Pedro Taques realizará, em seu gabinete no Palácio dos Capitães Generais, uma reunião ampliada com 22 prefeitos de toda a região Oeste. Mais tarde, será a vez de vereadores da região, assim como alguns representantes que vieram da Bolívia para conversarem com o governador.

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À noite continuará a programação cultural. Confira abaixo:

18h – Cine RuínasLocal: Tenda Espaço Ruínas. Travessa do Palácio esquina com a Rua Municipal

Filme: Vila Bela e Ruínas e outras cinematografias

Apresentação dos alunos do Projeto Musicar (ao longo do dia)

Local: Espaço Cultural

19h30 – Show de Encerramento

Local: Praça Cultural de Eventos

Apresentações: Siriri e Cururu de Nossa Senhora do Livramento, Dança do Chorado, Ana Rafaela & Lorena Ly, Margareth Menezes

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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