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Professores e alunos da Rede Estadual de MT podem receber até R$ 11 mil em auxílio para pesquisa

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Assinatura do edital foi realizada na última quinta-feira (13.02) - Foto por: Christiano Antonucci - Secom MT

Professores e alunos da Rede Estadual podem receber até R$ 11 mil em auxílio para projetos de pesquisa científica nas escolas, pela 4ª edição do programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Além das bolsas, até R$ 15 mil reais poderão ser destinados à compra de equipamentos e materiais de custeio da pesquisa, que ficarão para a escola depois do fim período da bolsa.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, o programa irá financiar 100 projetos de pesquisa na Rede Estadual, sendo R$ 26 mil o valor máximo recebido por pesquisa. As inscrições para as bolsas já estão abertas e seguem até o dia 14 de março.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, avalia que o PIE é uma forma de incentivar o conhecimento científico e tecnológico junto a professores e alunos da rede pública de educação de Mato Grosso.

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“A assinatura deste edital é algo muito importante porque despertamos, junto aos nossos professores e estudantes, o interesse pela pesquisa, tecnologia e inovação. São R$ 2,6 milhões que o Governo de Mato Grosso investe, através de política pública, no cumprimento de nossa missão institucional de popularizar o gosto pelo conhecimento científico e tecnológico”, afirmou o secretário Allan Kardec.

Segundo o presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva, o PIE é um projeto que vem crescendo muito nos últimos anos. “O programa possibilita o aluno a ter contato com a pesquisa já na escola. É um projeto que vem ganhando muitos adeptos e se tornando uma realidade dentro das escolas”, destacou.

Para submeter propostas, o profissional deve obrigatoriamente ter titulação mínima de graduação, possuir vínculo estatutário ou celetista com a Secretária de Estado de Educação (Seduc), atuar na escola onde o projeto será executado e ter currículo atualizado nas plataformas Lattes e no SIGFAPEMAT. Cada responsável poderá participar com apenas um projeto neste edital.

As propostas contempladas receberão uma bolsa do PIE no valor de R$ 5,6 mil, com vigência de até sete meses para o docente, além de três bolsas de Iniciação Científica Júnior de R$ 5,4 mil para alunos ao longo seis meses, que serão destinados a alunos do do 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, ou do 1º, 2º, e 3° anos do Ensino Médio, regularmente matriculados na instituição executora do projeto.

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A concorrência entre os projetos será regional com os 100 selecionados divididos entre as 14 Diretorias Regionais de Educação (DRE). Para mais especificidades, confira o edital completo clicando aqui.

Em casos de dúvidas ou dificuldades no preenchimento dos itens do formulário, o atendimento será realizado pelo e-mail [email protected], de segunda a sexta-feira, no horário de funcionamento da Fapemat.

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Pesquisa da UFC usa tecnologia para prevenir quedas de idosos

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) apresenta resultados práticos para a promoção da saúde pública e a proteção da população idosa. O estudo desenvolveu um jogo de realidade virtual voltado ao fortalecimento do equilíbrio e à prevenção de acidentes domésticos, alcançando um índice de concordância de 91,42% para usabilidade e de 100% para a experiência do usuário entre os participantes. 

Um dos pilares do trabalho foi o desenvolvimento participativo: a construção da ferramenta tecnológica ocorreu em colaboração direta com as próprias pessoas idosas. A inserção do público-alvo na etapa de concepção permitiu adequar a dinâmica do jogo e as interfaces às necessidades motoras e cognitivas da terceira idade, favorecendo a aceitação e a adesão aos treinos. 

Aplicação na prática comunitária – Atualmente, o recurso de realidade virtual é utilizado em atividades de educação em saúde vinculadas a projetos e ações de extensão da UFC. Professores e pesquisadores aplicam a ferramenta junto a grupos comunitários de idosos, permitindo que os conhecimentos gerados na pós-graduação continuem integrados à prática de promoção da saúde. 

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Em relação à propriedade intelectual, embora o jogo apresente proposta inovadora para a prevenção de quedas, o registro de patente não foi concedido por se enquadrar em modalidade de jogo com tecnologias correlatas já existentes. O enquadramento regulatório, no entanto, mantém a ferramenta disponível para uso educacional, científico e assistencial de forma aberta pela comunidade acadêmica. 

Contexto da saúde pública – A utilidade de estratégias preventivas responde a uma demanda direta do sistema assistencial. Dados do Ministério da Saúde indicam que, ao longo de 2025, o Brasil registrou 85.169 atendimentos ambulatoriais, 48.576 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) e 9.050 óbitos de idosos decorrentes de quedas, o que representa uma média de cerca de 24 mortes por dia. 

A maioria das ocorrências são registadas no ambiente residencial, sobretudo no quarto e no banheiro. Os fatores de risco mais frequentes incluem pisos escorregadios, ausência de barras de apoio, iluminação inadequada, tapetes soltos e o uso de múltiplos medicamentos que causam tontura. A prevenção engloba a adaptação dos espaços físicos residenciais, a orientação quanto ao uso correto de dispositivos de auxílio à marcha — como bengalas e andadores —, o acompanhamento médico periódico e o estímulo a exercícios de equilíbrio. 

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Reconhecimento científico – Pela relevância social e pelo rigor metodológico, a tese, publicada no âmbito do programa de pós-graduação em enfermagem, intitulada “Gerontecnologia do tipo jogo sério de realidade virtual para prevenção de quedas em pessoas idosas”, de autoria da pesquisadora Jamylle Lucas Diniz, conquistou o Prêmio Capes de Tese de 2026

Outorgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o Prêmio Capes de Tese reconhece anualmente os melhores trabalhos de doutorado defendidos nos programas de pós-graduação do Brasil. A seleção abrange 50 áreas do conhecimento e avalia critérios como originalidade, inovação, impacto social e contribuição para o avanço da ciência nacional. 
 
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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