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Primeira-dama de MT prestigia espaço dos autistas na Arena Pantanal em jogo do Cuiabá contra Botafogo

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MATO GROSSO

Os autistas sorteados para assistir ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o Botafogo, nesta quinta-feira (22.06), na Arena Pantanal, foram surpreendidos pela presença da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, idealizadora do Programa SER Família Inclusivo. Este é o quinto grupo sorteado para ir ao estádio por meio do programa. Agora, além de acesso ao camarote, os beneficiados têm um espaço de autorregulação emocional com mesa e cadeira infantil, tapete de EVA, desenhos para colorir, lápis de cor, massa de modelar e blocos de montar.

“Fui abraçar as crianças e adolescentes contempladas com o sorteio especial para os autistas, foi muito legal vê-los num lugar preparado com todo carinho por eles. Foi uma noite muito linda. De coração agradeço o Cuiabá Esporte Clube, a minha querida amiga senadora Margareth Buzetti que nos ajudou nesta ação que agora é contínua, aos papais e mamães que acompanham as inscrições e sorteios e todas as pessoas envolvidas”, agradeceu a primeira-dama de MT, Virgínia Mendes.

“Ter hoje a presença da primeira-dama, Virginia Mendes, é muito gratificante. Fico feliz em vê-la aqui, em mais um sonho que ela concretizou. Essa iniciativa dela, em conjunto com a senadora Margareth Buzetti, traz um olhar sensível para a inclusão dos autistas. Poder proporcionar aos autistas este momento de lazer e com um espaço de autorregulação emocional, dentro da Arena Pantanal, para assistir aos jogos do Cuiabá. Para nós é uma experiência única, uma forma de divulgar a Carteira do Autista, a importância de se ter a carteira, para que os autistas possam acessar inúmeros serviços”, ressaltou a secretária de Estado de Assistência Social, Grasi Bugalho.

A mãe do pequeno Gustavo, de 04 anos, Bárbara da Costa Nunes, ficou emocionada com a oportunidade de levar o filho ao jogo pela primeira vez e também, pela presença da primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

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“Isso aqui tem uma importância tão grande pra gente, que convive de perto com a criança autista. Poucas pessoas entendem a importância do autista na sociedade, e para nós, mães, é um acalento nos nossos corações. O Gustavo foi diagnosticado com pouco mais de um ano e ainda é difícil o entendimento dentro da própria família, mas creio que com o tempo, as pessoas irão entender melhor o autismo e essa iniciativa ajuda. Fico muito grata pela primeira-dama ter tido esse olhar de carinho para com os autistas, porque ações com essa auxiliam o entendimento das pessoas, fazendo com que elas deixem o preconceito de lado”, declarou.

Cleyton Ferreira, pai da Sofia de sete anos, parabenizou a iniciativa por dar espaço de representatividade aos autistas e proporcionar um espaço de autorregulação emocional no camarote.

“Isso aqui é muito bom porque muitas vezes eles são deixados de lado por conta das suas limitações. O camarote é um ambiente tranquilo e a Sofia está bem à vontade. Na arquibancada não teria essa possibilidade e aqui tem os jogos, desenhos para que ela possa se autorregular e se sentir bem”, afirmou.

Para João Carlos da Silva, pai do adolescente Carlos Daniel de 15 anos, foi uma experiência marcante, já que era a primeira vez de ambos na Arena Pantanal.
“Agradeço ao Governo do Estado, por proporcionar isso ao meu filho. É muito importante essa inclusão dos autistas em eventos como este. Eu vi que em outros lugares estão começando a fazer trabalhos como este, e isso só mostra que as pessoas estão tendo um olhar diferenciado com os autistas”, disse.

A seleção dos oitos torcedores e acompanhantes foi realizada por meio de sorteio a partir dos beneficiários cadastrados na Carteira de Identificação do Autista (CIA), emitida pelo MT Cidadão. A ação é uma parceria entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Setasc, e o Cuiabá Esporte Clube.

Para poder participar do sorteio é preciso ter a Carteira de Identificação do Autista (veja mais abaixo). Beneficiários de todo Mato Grosso podem participar do sorteio, lembrando que não serão custeados o deslocamento e a hospedagem, tanto do sorteado quanto de seu acompanhante. Apenas serão disponibilizadas as entradas do camarote.

Carteira de Identificação do Autista

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O documento, que é uma das bandeiras da primeira-dama, Virginia Mendes, é emitido de forma gratuita pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e contém informações específicas e qualificadas da pessoa com o transtorno, o contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador.

O cadastro da Carteira, desde setembro de 2022, é realizado pelo aplicativo MT Cidadão, na modalidade digital e ou física (impressa). O prazo para a emissão da carteira digital é de cinco dias, a contar do envio da documentação via aplicativo, análise e aprovação pela equipe da Setasc. Já para a emissão da carteira física, o prazo será de 30 dias.

Para mais informações (65) 98421-4080/(65) 3613-5711 ou o site da Setasc.¿

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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