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Presidente Lula nomeia Marcelo Morgado para o TRE-MT e reforça protagonismo jurídico de Mato Grosso

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou o advogado Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado para o cargo de juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (7) e preenche a vaga deixada pelo magistrado Pérsio Oliveira Landim.

A decisão representa um reconhecimento da trajetória jurídica de Morgado, profissional que há mais de 15 anos atua entre os estados de Mato Grosso e São Paulo, com sólida carreira na advocacia. A escolha reforça, também, a valorização da competência técnica presente no quadro jurídico mato-grossense.

O novo juiz foi indicado por meio de lista tríplice aprovada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avaliou o cumprimento dos critérios legais pelos candidatos. A escolha final do presidente da República reforça o compromisso com nomes técnicos, experientes e alinhados aos princípios da Justiça Eleitoral.

Com a chegada de Morgado, a composição do TRE-MT volta a estar completa, em um momento estratégico para o fortalecimento institucional da Corte tendo em vista as próximas eleições. No fim de abril, o Pleno elegeu o desembargador Marcos Henrique Machado para a presidência do tribunal no biênio 2025–2027.

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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