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Presidente do TJ abre 1º Workshop Profissões da Área Jurídica do Univag

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MATO GROSSO

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, abriu o 1º Workshop Profissões da Área Jurídica, organizado pelo Centro Acadêmico de Direto XV de Maio, no auditório do Centro Universitário de Várzea Grande – Univag, na noite de terça-feira (12 de setembro). O evento, que segue até 14 de setembro, tem como finalidade guiar os estudantes sobre as diversas carreiras que o ramo do Direito proporciona.

O primeiro dia do encontro trouxe o painel: Carreira da magistratura. Em sua participação, a desembargadora presidente do TJMT, Clarice Claudino da Silva, falou sobre dos desafios, sobre a implantação da mediação e conciliação no estado e a humanização no sistema judicial. Ela também contou sobre sua experiência de vida, estrutura do Tribunal de Justiça e sobre sua trajetória na carreira que se iniciou há 43 anos. “É natural que os jovens que estão se preparando tenham muitas dúvidas, mas acredito que nós podemos ser influenciadores positivamente, já que estamos no mercado de trabalho há mais de 40 anos. E falar um pouco dos sonhos e planos que ainda temos para o futuro e para o presente como gestora do Poder Judiciário. Estou muito feliz de poder contribuir”, afirmou.

A desembargadora também lembrou da primeira atividade profissional exercida no magistério. “Fui professora durante muito tempo e esse é um ambiente que me sinto à vontade em falar e aprender com esses jovens. O tempo promove muitas transformações, mas a profissão no Direito se renova, abrindo muitas opções, mas a mensagem que deixo é que eles se encontrem na carreira que o seu coração lhe guiar”, ressaltou a magistrada.

A magistrada pontuou ainda sobre as dificuldades no início da carreira, principalmente pelo fato de ser mulher, hoje uma realidade distinta. “Eram tempos diferentes, mas os sonhos não. Poderia estar aposentada há 14 anos, mas pelo amor ao ato de julgar e amor pelo ofício decidi continuar, mesmo tendo enfrentado alguns problemas de saúde. Hoje me sinto realizada por ter persistido na carreira que meu coração me colocou”, enfatizou.

Respondendo a algumas perguntas dos estudantes, a magistrada os aconselhou que para entrar na carreira é preciso planejamento, disciplina e foco.

O presidente do Centro Acadêmico XV de Maio do curso de Direito do Univag, Hildebrando da Costa Marques Filho, enalteceu a atenção, o acesso e a humildade da presidente da corte estadual. “É uma honra ter a presença da maior autoridade do Poder Judiciário do estado de Mato Grosso que, com certeza, vai ajudar a guiar esses estudantes de Direito para que seja um profissional comprometido com sua futura profissão. Muitas vezes a gente chega no décimo semestre sem saber quais são as carreiras, qual o papel, as dificuldades de um profissional dentro da área jurídica. E com a experiência que a desembargadora, com todo seu conhecimento vai nos ajudar e ficamos muito honrados”, afirmou.

Para a coordenadora do curso de Direito do Univag, Danusa Balthazar de Andrade, o workshop é um marco para instituição. “Ter a presença da desembargadora presidente, também as demais autoridades, é um orgulho e um reconhecimento da instituição de ensino, se habilitando a participar desse encontro como fontes de inspiração para nossos acadêmicos que poderão ser o que quiser e o que sonhar para o futuro deles”, destacou.

Para a estudante do 6º semestre de Direito, Pâmela de Castro Monteiro, o sonho de entrar para a carreira da magistratura se renovou após a palestra. “Eu espero que cada um consiga escolher bem sua carreira, e ouvindo cada magistrado, a presidente do TJ, cresceu esse sonho dentro de mim, a gente pode ter as dificuldades no decorrer do tempo, mas não podemos desistir que conseguiremos realizar nosso sonho e chegar no final”, sublinhou.

A mesa de abertura do workshop também contou com a participação do juiz federal, Paulo Cezar Alves Sodré; juíza do Trabalho, Graziele Cabral Braga e teve como mediador, o juiz de Direito Hildebrando da Costa Marques. Ao final, as autoridades receberam um certificado pela participação no evento.

Também participaram da cerimônia, a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, o presidente da Escola Superior da Advocacia, Giovane Santin, e demais autoridades da instituição e ensino.

#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: Fotografia colorida na horizontal, a presidente do TJMT ao centro do auditório fala aos estudantes, ladeada pelas demais autoridades presentes na abertura do Workshop, ele veste blusa roxa e calça preta; imagem 2: foto na horizontal da presidente do TJMT recebendo o certificado de participação; a desembargadora está ao centro e ao lado esquerdo dela, a coordenadora do curso de Direito, à direita da presidente, um estudante mebro da diretoria do Centro Acadêmico; imagem 3: O presidente do Centro Acadêmico durante entrevista à TVJUs, ele veste camisa branca e terno preto; imagem 4: foto colorida da estudante Pâmela durante entrevista à imprensa do TJMT; ela tem cabelos cacheados da cor mel, veste blusa preta e terninho azul .
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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