MATO GROSSO
Polícias Civil e Militar prendem segundo autor de roubo e recuperam joias avaliadas em R$ 600 mil em Juína
MATO GROSSO
O segundo executor no roubo de R$ 600 mil em joias, ocorrido na última segunda-feira (19.08), em Juína, foi preso na sexta-feira (23.08), durante a operação conjunta da Polícias Civil e Militar para esclarecimento do crime. Em posse do suspeito foram apreendidas joias roubadas, armas de fogo e porções de entorpecentes.
As investigações iniciaram imediatamente após a comunicação do roubo, resultando na prisão dos dois executores e de mais quatro pessoas que deram apoio aos criminosos.
Elizeu Moreira dos Santos, de 24 anos, e o comparsa, Renato Ferreira Guedes, sequestraram uma vendedora de joias enquanto ela estava na manicure, no bairro Módulo 5. Em seguida, os criminosos foram até a residência da vendedora, onde os objetos estavam guardados, e levaram todo o estoque da vítima. A manicure também ficou sob o domínio da dupla e teve uma motocicleta Honda Biz roubada.
Após o crime, os suspeitos tentaram fugir com o veículo Toyota Corolla da vendedora de joias, mas como não conseguiram dirigir, pegaram a motocicleta Honda Biz da manicure e seguiram rumo a Aripuanã.
Iniciadas as diligências para apuração dos fatos, a equipe da Polícia Civil identificou os dois autores do crime, levantando informações de que eles estariam escondidos entre Juína e Aripuanã.
Na terça-feira (20), após cerco em uma região de mata, policiais civis capturaram Elizeu, enquanto Renato conseguiu fugir para dentro da floresta. Para captura do segundo envolvido, foi montada uma força-tarefa entre policiais civis e militares com vigilância ininterrupta entre os distritos de Filadélfia, em Juína, e Cidade Morena, em Aripuanã.
A Polícia Civil ficou responsável pelos levantamentos de inteligência e a Polícia Militar pelas abordagens no local, com o monitoramento das fazendas da região. Com o uso de drones e outras técnicas de inteligência, o deslocamento do criminoso foi restringido. A prisão ocorreu na sexta-feira, após o suspeito procurar ajuda em uma fazenda, ocasião em que os policiais que estavam na região conseguiram realizar sua captura.
Com ele foram apreendidas joias roubadas, avaliadas em mais de R$ 600 mil e a arma de fogo utilizada no crime. Após a prisão, o suspeito ainda apontou onde estariam escondidas grande parte quantidade de drogas e uma pistola 9 mm.
O preso foi encaminhado para a Delegacia de Juína, onde após ser interrogado, foi lavrado o flagrante. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados contra quadrilha que atuava com tráfico de drogas
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17.6), a Operação Throw para cumprimento de ordens judiciais destinadas à desarticulação de um grupo criminoso que atuava com tráfico interestadual de entorpecentes e vinculado a uma facção criminosa, com atuação na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
Na operação, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três pessoas jurídicas e do sequestro de cinco veículos automotores de luxo.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos são investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa.
Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande, reunindo equipes da Denarc e de outras unidades da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria Metropolitana.
Origem da investigação
As investigações iniciaram em 20 de julho de 2023, quando equipes da Denarc cumpriram mandado de busca e apreensão em uma chácara localizada no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, duas pessoas investigadas foram presas, com a apreensão de aproximadamente 100 quilos de maconha enterrados em barris plásticos nos fundos da residência.
A partir das prisões, foi dada continuidade às investigações, que levaram à identificação de outros integrantes da quadrilha. As apurações revelaram ainda um esquema de lavagem de capitais, com emprego de empresas de fachada e pessoas interpostas.
Durante o curso das investigações, os policiais da Denarc mapearam a estrutura, os vínculos e as práticas da organização, resultando no conjunto probatório que embasou a representação da Polícia Civil pela decretação das medidas cautelares agora cumpridas.
Estrutura do grupo criminoso
O grupo atuava com o tráfico interestadual de drogas, recebendo e enviando entorpecentes para outros estados do país, e realizava remessas semanais de entorpecentes variando entre 5 e 10 quilos por distribuição. A organização possuía liderança definida, co-liderança responsável pelo controle disciplinar e pelos arsenais bélicos, além de criminosos que faziam a contabilidade, logística, guarda de drogas, transporte e distribuição. Os investigados chegaram a combinar a entrega de uma remessa de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá.
Os investigados utilizavam ainda contas bancárias de pessoas próximas e empresas em nome de interpostas pessoas para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico, caracterizando um esquema de lavagem de dinheiro. Foram identificadas três empresas utilizadas como fachada para a movimentação financeira do grupo.
“A deflagração desta operação representa o resultado de um apurado trabalho investigativo que reuniu extenso conjunto de elementos probatórios, evidenciando a participação individualizada de cada investigado no tráfico interestadual de entorpecentes e na organização criminosa. A ação visa interromper a cadeia criminosa e desarticular definitivamente o grupo”, destacou o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz
As diligências prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa, mapear o fluxo financeiro do grupo, apurar eventuais crimes conexos e consolidar o conjunto probatório que embasará as ações penais cabíveis.
Nome da operação
A denominação Throw faz referência ao termo amplamente utilizado no universo esportivo para designar o ato de desperdiçar uma oportunidade decisiva, lançar fora uma vantagem conquistada ou abandonar a chance de alcançar um resultado melhor.
A escolha do nome simboliza a trajetória dos investigados que, apesar das oportunidades lícitas disponíveis, optaram por ingressar e permanecer na criminalidade, descartando conscientemente caminhos legítimos e socialmente aceitáveis.
O nome traduz a ideia de que determinadas decisões produzem consequências inevitáveis, reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a responsabilização criminal e a preservação da ordem social.
Operação Pharus
A Operação Throw integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
Fonte: Governo MT – MT
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