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Polícia Militar prende suspeito por tentativa de feminicídio contra a própria irmã e agredir a mãe

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MATO GROSSO

Policiais militares do 12º Batalhão prenderam, na noite deste domingo (22.2), um homem, de 24 anos, suspeito por tentativa de feminicídio contra a própria irmã, de 38 anos, e de lesão corporal contra a mãe, de 61 anos, em Sorriso. A irmã do denunciado foi socorrida até uma unidade de saúde e apresentava suposto traumatismo craniano.

Os militares foram acionados por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que informaram que uma mulher havia sido espancada pelo irmão e o suspeito ainda permanecia no local, onde populares tentavam agredi-lo. Havia mais de 50 pessoas na rua em frente à casa. A vítima foi conduzida ao Hospital Regional de Sorriso.

De acordo com a mãe do suspeito, ela foi a primeira vítima das agressões. A mulher relatou que o filho retornou para casa sob efeito de entorpecentes e bastante agressivo, tentando agredi-la fisicamente.

Ela conseguiu fugir e acionou a filha, que, ao chegar no local, foi violentamente atacada pelo irmão com socos, chutes, golpes com cabo de enxada e pedaços de madeira, principalmente na região da cabeça.

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O suspeito foi detido com algumas lesões no nariz e corpo, devido as agressões que sofreu por parte de testemunhas. O homem foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

Publicados

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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