MATO GROSSO
Polícia Civil prende criminosos em posse de drogas e entorpecentes durante cumprimento de buscas em Campo Verde
MATO GROSSO
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Campo Verde, deflagrou na manhã desta quinta-feira (6.3), a Operação Ícarus, para cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, relacionadas a investigações de inquérito policial que apura crimes de tortura, cárcere privado, roubo circunstanciado e ocultação de cadáver.
A operação integra os trabalhos do Programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso para combate à ação de facções criminosas em todo estado.
Durante as diligências, três pessoas foram presas, sendo duas delas autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse de arma de fogo com numeração suprimida, equiparando-se a porte de arma de uso restrito. Uma terceira pessoa foi presa por tráfico de drogas.
Durante as buscas, foram apreendidas três armas de fogo e grande quantidade de entorpecentes, incluindo mais de 30 tabletes de maconha de aproximadamente um quilo cada e duas barras de pasta base de cocaína, cada uma com mais de um quilo. Estima-se que o prejuízo total causado ao tráfico de drogas com as apreensões das drogas realizadas na operação seja de aproximadamente R$ 96 mil.
A ação contou com o auxílio operacional do Canil do Setor de Operações Especiais (SOE) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que prestou suporte especializado na busca e identificação de entorpecentes e armamentos ilícitos e apoio técnico da Politec, necessário para a análise dos entorpecentes e coleta de provas sensíveis.
O cumprimento das ordens judiciais contou com a participação das unidades pertencentes à Regional de Primavera do Leste, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, Delegacia Municipal, bem como das delegacias de Poxoréu e Paranatinga.
O delegado de Campo Verde, Philipe Pinho, destaca que as investigações prosseguem no intuito de esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas condutas delitivas.
“A Polícia Civil permanece vigilante, atuante e com tolerância zero no enfrentamento ao crime, reiterando seu compromisso em proteger a sociedade e assegurar a justiça em Campo Verde e região”, destacou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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