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Polícia Civil esclarece homicídio de mulher ocorrido em Sinop e prende os três autores do crime

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Dois homens e uma mulher envolvidos no homicídio de uma mulher, ocorrido em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) e por ordem de lideranças de uma facção criminosa, foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (13.04), em cumprimento de mandados de prisões temporárias.

Os autores e coautores do crime foram identificados após diligências da Divisão de Homicídios de Sinop, para esclarecer a ocorrência registrada no dia 1º de março deste ano, contra a pessoa de Magna Ferreira Fideliz, executada a tiros.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Bráulio Cunha Junqueira, os indícios apontam que a morte da vítima foi decretada pelos líderes de uma organização criminosa.

O motivo foi pelo fato de Magna Ferreira ter envolvimento com a morte de uma terceira pessoa, também ligada à facção, ocorrida na divisa de Mato Grosso e Rondônia. Então, ela veio para Sinop se esconder, porém foi localizada e teve sua morte determinada.

Apurou-se que os responsáveis pela execução da vítima foram os dois suspeitos, com o apoio da jovem, irmã de um dos executores. Já a arma utilizada foi apreendida pela Polícia Militar e será encaminhada para exame de balística. Em posse de um dos presos foram recuperados a bolsa e o celular da vítima executada. 

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Conforme o delegado, há suspeitas de que a mesma arma de fogo tenha sido usada em outros homicídios neste ano, na região de Sinop. 

“Com a prisão dos suspeitos e os respectivos interrogatórios, houve a confirmação da autoria pela confissão de um dos autores, que confirmou as circunstancias e o motivo do crime”, disse o delegado de polícia.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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