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Poder Judiciário promove ‘1º Encontro Todos por Elas – Mulheres no Transporte’ em Rondonópolis

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“Se todos nós estamos por elas, então quem será contra elas?” Com essa importante reflexão sobre a união da sociedade civil organizada, forças de segurança e instituições que integram o Sistema de Justiça como rede de apoio à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Erotides Kneip, abriu o ‘1º Encontro Todos Por Elas – Mulheres no Transporte’, realizado em Rondonópolis, na manhã de quinta-feira (31 de agosto).
 
A iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do TJMT promoveu no município diversas ações de sensibilização durante a semana. A programação especial contou com a atuação da Vara Especializada de Violência Doméstica de Rondonópolis, que realizou palestras, adesivaços, carreata e um grande evento para marcar o encerramento do Agosto Lilás, mês de conscientização sobre a violência contra a mulher.
 
O 1º Encontro Todos Por Elas reuniu na Transportadora Transoeste, no Parque Industrial Vetorassso de Rondonópolis, mais de 300 pessoas que trabalham no transporte rodoviário do país e integrantes da rede de apoio à mulher em situação de violência doméstica, para sensibilizar e conscientizar homens e mulheres sobre o tema.
 
A vice-presidente do TMJT, juntamente com a coordenadora do Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, participaram de um bate-papo com os presentes sobre a necessidade de um basta nas mais diversas formas de violência contra a mulher.
 
Entre os temas debatidos, a exploração sexual de jovens e adolescentes nas estradas e rodovias do país também foi objeto de muita preocupação por parte do Sistema de Justiça. Ao final do evento, ainda foi realizado pela Cemulher uma carreata até o Casario, ponto turístico localizado no centro de Rondonópolis, com a adesão massiva dos participantes do evento.
 
Para a desembargadora Maria Erotides Kneip, o Judiciário está atento à preservação dos Direitos Humanos e deve estar sempre presente em encontros dessa natureza, como o realizado em Rondonópolis.
 
“Esse evento é primordial. Ele vai à fonte e atua junto à população, na raiz do problema. E isso demonstra que estamos em sintonia com o Plano Nacional de Prevenção ao Feminicídio, lançado neste mês pelo Governo Federal, ao término da Marcha das Margaridas, em Brasília.”
 
“As mulheres também são exímias motoristas, inclusive isso é comprovado pelas seguradoras que oferecerem melhores valores às mulheres por não se envolverem em acidentes. Então elas podem e devem ocupar esses espaços que até então, culturalmente, eram apenas masculinos”, incentiva a vice-presidente do TJMT.
 
A coordenadora da Cemulher/TJMT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destaca que é preciso trazer para os homens um olhar diferente sobre a violência doméstica. A desembargadora ressalta a atuação da Cemulher e de grupos reflexivos que trazem a conscientização para o público masculino.
 
“Precisamos fazer com que eles passem a olhar a mulher de uma forma diferente, com mais amor, carinho e respeito. Isso é o mais importante nesses eventos que envolvem inclusive um número bem maior de homens”, conclui a coordenadora do Cemulher.
 
De acordo com a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, a buscar de conscientização para a pacificação da família é permanente e vai além das ações realizadas no Agosto Lilás.
 
“É muito importante trazer essa discussão para dentro das empresas de transporte, para conscientizar dentro da própria empresa e para que esses trabalhadores que percorrem todo país sejam multiplicadores, criando consciência por onde passarem.”
 
“A Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis tem esse caráter, de criar métodos, quebrar paradigmas e produzir consciências de forma preventiva. Porque na maioria das vezes, quando os casos chegam para gente, já são definitivos. Infelizmente, o sangue já se derramou, a viuvez já se estabeleceu e a orfandade dos filhos já é uma realidade, o que não pode ser revertido com leis ou sentenças”, pontua a magistrada.
 
As ações ainda resultaram na elaboração de uma carta de intenções direcionada ao Governo do Estado para fortalecimento da rede de apoio à mulher, com a disponibilização de atendimento permanente, 24 horas por dia, pela delegacia especializada de crimes contra as mulheres.
 
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Rondonópolis, Afonso Aragão, a violência doméstica e familiar é um assunto latente na sociedade, com números que infelizmente têm avançado.
 
“Rondonópolis está sendo palco do 1º Encontro no Estado. E hoje nós falamos aqui sobre o combate à violência contra a mulher, a necessidade de igualdade, o empoderamento e o fortalecimento na ocupação de espaços pelas mulheres, uma vez que nós temos na área de transporte mulheres caminhoneiras, no operacional e na área administrativa.”
 
Mês de conscientização – O Agosto Lilás é uma campanha pelo fim da violência doméstica e familiar contra a mulher, instituída por meio da Lei Estadual nº 4.969/2016, com objetivo de intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha e conscientizar a sociedade sobre o assunto, além de divulgar os serviços especializados e os mecanismos de denúncia existentes da rede de atendimento à mulher.
 
Disque 180 – A Central de Atendimento à Mulher presta acolhimento e escuta qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço também é disponibilizado para o registro de denúncias aos órgãos competentes.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Desembargadoras Maria Erotides Kneip e Maria Aparecida Ribeiro, ao lado da juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, posam para foto com público presente do evento. Elas estão com a camiseta do ‘Todos por Elas’, no palco montado com a unidade visual do encontro.
Segunda imagem: vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, está em pé, com o microfone em mãos, usando a camiseta do 1º Encontro e discursando aos presentes. Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro está ao fundo, sentada.
Terceira imagem: coordenadora do Cemulher/TJMT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, está no palco discursando aos presentes. Ela veste a camiseta do 1º Econtro Todos por Elas. Desembargadora Maria Erotides Kneip e juíza Maria Mazarelo Farias Pinto estão sentadas ao fundo.
Quarta imagem: Plateia do 1º Encontro Todos por Elas no pátio da transportadora Transoeste. Os presentes estão sentados em cadeiras plásticas, aplaudindo e olhando em direção ao palco do evento.
Quinta imagem: Desembargadoras Maria Erotides Kneip e Maria Aparecida Ribeiro, ao lado da juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, com os participantes da carreata no ponto turístico Casario. Eles soltam balões brancos e lilás, em referência ao Agosto Lilás, em frente às carretas.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

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“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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