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Nova sede do Corpo de Bombeiros vai garantir maior integração e agilidade nos atendimentos

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MATO GROSSO

A nova sede do Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), em Cuiabá, terá investimento total de R$ 60,8 milhões e prazo de execução estimado em 24 meses, sendo a primeira sede própria da corporação em seus 61 anos de atuação no Estado. A ordem de serviço que autoriza o início das obras foi assinada na tarde desta segunda-feira (02.02) pelo governador Mauro Mendes.

A obra será executada pela empresa Salver Construtora e Incorporadora Ltda. e o novo comando-geral será construído na Rua A, Setor D, no Centro Político Administrativo (CPA). A localização estratégica tem como objetivo fortalecer a integração do CBMMT com outros órgãos governamentais, ampliar a capacidade operacional da corporação, oferecendo um ambiente moderno, funcional e adequado às demandas do serviço. Além disso, também permitirá maior agilidade e prontidão no atendimento à região do Grande CPA.

Leia mais – Governador assina ordem de serviço para nova sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros de MT

Para o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flavio Glêdson Vieira Bezerra, esse investimento na nova sede é estratégico, pois contribui para a consolidação do patrimônio público, reduz custos futuros com manutenção e oferece melhores condições de trabalho aos profissionais da corporação.

O novo Quartel do Comando-Geral contará com um complexo com área construída de 10.442,39 metros quadrados, que inclui prédio administrativo de três pavimentos, posto avançado de atendimento operacional, palanque, arquibancada, guarita, subestação, casa de bombas, heliponto, estacionamento em subsolo e térreo, além de projeto paisagístico.

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“O Corpo de Bombeiros Militar nunca teve uma sede própria do comando-geral. São 61 anos de instituição e foi necessário que este governo olhasse com atenção para a corporação e realizasse um investimento robusto como esse. Para nós, isso muda tudo: todas as diretorias estarão reunidas em um único prédio; teremos auditório, sala de situação e todo o sistema de monitoramento via satélite concentrado no local, além de um heliponto, em uma área estratégica, próxima ao Centro Político Administrativo. Será um ambiente adequado para o trabalho”, ressaltou o coronel.

Ainda de acordo com o comandante, o projeto de construção do novo Quartel do Comando-Geral representa a concretização de um antigo anseio da corporação, que atualmente funciona em um prédio adaptado de uma antiga escola estadual, localizado no bairro Centro-Sul, em Cuiabá.

Segundo ele, a estrutura existente foi projetada originalmente para outra finalidade, o que obriga a corporação a adaptar suas atividades operacionais e administrativas. Além disso, o edifício não comporta todas as diretorias que integram o quadro administrativo da instituição, como a Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico e a Diretoria de Administração Institucional.

Com a nova sede, a corporação passa a ter um ambiente moderno, funcional e alinhado às necessidades operacionais do CBMMT. “Uma sede própria do Quartel do Comando-Geral é, sem dúvida, a realização de um sonho para todos os oficiais e praças do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso”, reforçou o comandante. A previsão é de que as obras iniciem já nas próximas semanas.

Durante a assinatura da ordem de serviço para o início das obras, o governador Mauro Mendes destacou que, apesar dos relevantes serviços prestados ao longo de mais de seis décadas, o Corpo de Bombeiros Militar ainda não contava com uma sede própria, funcionando de forma descentralizada, o que impactava a logística operacional. Situação que muda com o robusto investimento feito pelo governo.

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“Nesse programa que o Governo de Mato Grosso desenvolve atualmente, voltado à melhoria da eficiência da administração pública, também está incluída a valorização das condições de trabalho de todos os nossos servidores. Nesse contexto, o Corpo de Bombeiros Militar vai ganhar uma nova sede, e tenho certeza de que isso contribuirá para aprimorar ainda mais o excelente serviço que eles prestam em todos os municípios, na capital e em todas as unidades onde estão presentes no Estado de Mato Grosso, salvando vidas e protegendo patrimônios”, destacou o governador.

Participaram da assinatura da ordem de serviço, o vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri, o comandante-geral adjunto do CBMMT e chefe do estado-maior-geral, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, além do diretor de Administração Institucional do CBMMT, coronel BM Marco Aurélio Aires da Silva, e do Diretor de Saúde do CBMMT, coronel BM Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira.

Estiveram presentes ainda as secretarias-adjuntas de Cidades e de Adjunta de Administração Sistêmica, da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Rafaela Damiani e Fernanda Moreira, respectivamente.

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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