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Mato Grosso tem queda de 41% nos crimes de homicídios em dez anos

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MATO GROSSO

Mato Grosso apresentou queda de 41% nos crimes de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) nos últimos dez anos, em uma comparação entre os primeiros seis meses de 2015 e de 2025, conforme balanço do programa Tolerância Zero contra as facções criminosas.

De acordo com o levantamento dos principais crimes violentos, foram 327 homicídios registrados no primeiro semestre de 2025, contra 557 registrado no mesmo período de 2015.

“Os dados da Operação Tolerância Zero mostram claramente uma redução expressiva dos crimes. O Brasil e o nosso Estado perderam muito tempo para fazer esse enfrentamento, as leis sobre as quais nós temos que atuar não ajudam e nos acostumamos, lamentavelmente, com esse problema. Mas, diante de todo esse contexto, só me resta parabenizar porque, mesmo com as dificuldades, os resultados estão aí, e isso é resultado do trabalho sério das nossas forças de segurança. Não podemos achar que somos o suprassumo. Nós temos ainda um longo caminho a percorrer, estratégias a implementar, para continuar mudando esse resultado da violência”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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Os registros de latrocínio (roubo seguido de morte), por exemplo, também caíram na série histórica. Houve redução de 79%, com 24 ocorrências no primeiro semestre de 2015, contra cinco no mesmo período deste ano. Já em relação a 2019, o número passou de 29 para cinco registros, o que representa uma queda de 83%.

A lesão corporal seguida de morte apresentou queda percentual de 87%. Foram 15 casos registrados nos seis primeiros meses de 2015, contra apenas dois em 2025. Em comparação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados sete casos, a redução foi de 60%.

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, o trabalho da força de segurança evita a população de ser vítima ou morta pela criminalidade.

“Os dados de crimes violentos caíram vertiginosamente. Derrubamos os números e estamos mostrando para a sociedade para que tenha o conhecimento dos investimentos do governo e do trabalho dos nossos policiais. Esses homens e mulheres estão lá dia e noite impedindo que os criminosos cometem crimes. Realmente, são números expressivos. Poucos Estados do país conseguiram derrubar esses índices como aqui em Mato Grosso”, concluiu Roveri.

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O programa Tolerância Zero foi criado no final de novembro do ano passado, como resposta do Governo de Mato Grosso de combater as ações de facções criminosas e derrubar os índices de criminalidade em todo o Estado com uma série de medidas, como aumento no efetivo de policiais, criação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) voltado apenas para o sistema penal e entre outras medidas.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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