CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Judocas contemplados com bolsa do Governo de MT medalham em Grand Prix Paralímpico na Geórgia

Publicado em

MATO GROSSO

Os atletas mato-grossenses Arthur Cavalcante e Érika Zoaga fizeram bonito no Grand Prix de Judô Paralímpico em Tiblissi, na Geórgia. Eles são bolsistas da categoria Internacional do programa Olimpus, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e conquistaram medalhas de ouro e prata pela Seleção Brasileira no último fim de semana.

Líder do ranking mundial em sua categoria, Arthur venceu as duas etapas do Grand Prix nas quais lutou: na Alemanha e, agora, na Geórgia. “Muito feliz com mais este resultado. Acredito que estamos no caminho certo, os resultados vêm mostrando isso. Seguimos agora na preparação aos Jogos Paralímpicos para os últimos ajustes”, disse o judoca de 32 anos, que foi medalha de ouro na competição.

A judoca Érika, que havia levado o ouro em sua última disputa na Turquia, desta vez perdeu para uma atleta ucraniana, atualmente na ponta da lista classificatória para Paris.

Para o secretário adjunto de Esporte da Secel, David Moura, o excelente desempenho vem premiar o trabalho realizado pelos atletas em uma parceria com o Governo do Estado que só tem se fortalecido. “É uma grande satisfação ter atletas como o Arthur e a Érika nos representando no judô paralímpico. Em ano de Jogos, esse resultado em um GP é muito importante e positivo, reflexo de um bom trabalho dos atletas, técnicos, familiares e federação, além de um Governo do Estado que apoia e incentiva. Isso demonstra que estamos no caminho certo”, ressaltou.

Leia Também:  Seduc premia 100 escolas com melhores índices de alfabetização em Mato Grosso

Este foi o último torneio qualificatório da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Assim que a Federação atualizar o ranking, o Brasil saberá exatamente quantos atletas irão defender o país na capital francesa, em agosto.

GP da Turquia

A Seleção Brasileira de judô paralímpico conquistou no último domingo (19.05) mais seis medalhas, sendo uma de ouro, com Arthur Silva (até 90 kg J1), quatro de prata, com Brenda Freitas (até 70 kg J1), Érika Zoaga (+70 kg J1), Alana Maldonado (até 70 kg J2) e Wilians Araújo (+90 kg J1), e uma de bronze, com Marcelo Casanova (até 90 kg J2), e terminou o Grand Prix de Tiblissi, na Geórgia, na quarta colocação geral, com nove pódios ao todo – Rosi Andrade (até 48 kg J1) e Elielton Oliveira (até 60 kg J1) já haviam sido prata e Harlley Arruda (até 73 kg J1), bronze, no primeiro dia de competição.

Leia Também:  Setasc entrega água para pessoas em situação de rua em pontos estratégicos de Cuiabá

A China foi a campeã do evento, com quatro medalhas douradas e duas de bronze, seguida pelo Cazaquistão, que somou dois ouros, duas pratas e dois bronzes, e da Ucrânia, com dois ouros e quatro bronzes.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Esporte e acolhimento transformam trajetórias de estudantes da Rede Estadual de MT

Publicados

em

Aos 15 anos, David Henrique Oliveira Gomes divide os dias entre aulas, treinos e planos que já vão além dos muros da escola. Aluno da Escola Estadual de Tempo Integral Governador José Fragelli, conhecida como Arena da Educação, em Cuiabá, ele encontrou no judô mais do que uma modalidade esportiva: disciplina, rotina e um caminho para o futuro.

O esporte entrou cedo na vida de David. Aos três anos, incentivado pelo pai, que também é seu sensei, ele começou a dar os primeiros passos no judô. Com o tempo, a prática virou paixão e passou a fazer parte do projeto de vida do estudante.

Na unidade, vocacionada ao esporte, ele encontrou uma rotina que o ajudou a conciliar os estudos com os treinos. “A escola contribui muito para o meu desenvolvimento no judô, porque tem horários específicos para a prática esportiva”, afirma.

A mudança para a escola de tempo integral também teve reflexos fora do tatame. David recorda que passou a organizar melhor o próprio tempo e a levar os estudos com mais responsabilidade.

“Antes da Arena, eu estudava em uma escola de meio período e era mais relaxado. Quando mudei para cá, comecei a focar mais nos estudos, no esporte e na minha rotina. Foi nesse momento que percebi uma mudança nos meus hábitos”, relata.

Entre as lembranças mais marcantes está a participação no Sul-Americano Escolar de 2025. Ao retornar da competição, David recebeu reconhecimento da comunidade escolar e uma moção de aplausos, momento que guarda como prova de que o esforço começava a gerar resultados.

David sonha em se tornar atleta olímpico e servir à Marinha por meio do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR). Também considera seguir carreira como oficial da polícia. Para ele, os dois caminhos passam pela escola.

A experiência de David não é isolada. Na mesma unidade, Bernardo Mendes, de 17 anos, aluno do 3º ano do Ensino Médio, também encontrou no esporte uma forma de reorganizar a rotina e ampliar suas perspectivas.

Atleta de badminton, Bernardo conheceu a modalidade na própria escola, durante um rodízio de práticas esportivas. A experiência despertou interesse e, depois, compromisso.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros entrega 700 kg de alimentos para o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá

“Tudo mudou, inclusive a forma como eu vivia, porque passei a me organizar melhor e a ter mais foco nos estudos e na prática esportiva”, afirma.

O estudante lembra a conquista do primeiro campeonato como um dos momentos mais importantes de sua trajetória. Segundo ele, foi quando percebeu que não caminhava sozinho.

“Foi nesse momento que percebi que tinha o apoio não apenas dos meus familiares, mas também dos professores e da escola. Todo esse reconhecimento reforçou o valor do ambiente escolar no meu desenvolvimento”, diz.

Atleta de badminton, Bernardo Mendes conheceu a modalidade na escola

Segundo a coordenadora da unidade, Ailaidée Santos, o esporte amplia as oportunidades de aprendizagem e contribui para a formação integral dos estudantes. No dia a dia, ela observa mudanças que nem sempre aparecem em rankings, gráficos ou avaliações externas.

Para a coordenadora, os indicadores ajudam a acompanhar a rede, mas não traduzem toda a dimensão do que acontece na escola. “Os números são importantes, mas não conseguem expressar as mudanças de comportamento, o desenvolvimento de valores e o crescimento emocional e social dos estudantes”, afirma.

Acolhimento e oportunidades

Se para David e Bernardo a escola ajudou a transformar o esporte em projeto de vida, para Daviela Valéria Bermudez, ela representou a possibilidade de um recomeço.

Natural da Venezuela, a estudante chegou a Cuiabá durante a pandemia da Covid-19. Matriculada na Escola Estadual Cívico-Militar Leovegildo de Melo, ela encontrou acolhimento logo nos primeiros dias de adaptação.

“Fui bem recebida. Todo o corpo da escola e os meus colegas me trataram bem e me incluíram em todas as atividades”, relembra.

O aprendizado do português veio aos poucos, junto com a adaptação à rotina escolar. Hoje, aos 17 anos e cursando o 3º ano do Ensino Médio, Daviela busca aproveitar as oportunidades que surgem.

O interesse pelos estudos também despertou a vontade de aprender outros idiomas. Além do português, ela estuda inglês e aprende turco e francês.

Os idiomas se conectam aos planos que ela tem para o futuro. Ela pretende cursar Relações Internacionais ou seguir carreira em comércio exterior. Mas há um sonho que carrega um sentido ainda mais pessoal.

Leia Também:  Polícia Civil prende em flagrante suspeito de violência psicológica contra mulher

“Eu quero contribuir para melhorar o país, inclusive o meu, e também realizar o sonho do meu irmão, que é conhecer o mundo em sua cadeira de rodas”, conta.

Daviela Valéria Bermudez em sala de aula

Para o professor de Língua Portuguesa Diego Silva, da EECM Leovegildo Melo, uma das maiores conquistas de um educador acontece quando o estudante volta a acreditar que é capaz de aprender.

Ao longo da carreira, ele percebeu que ensinar exige mais do que cumprir o planejamento. É preciso conhecer a realidade dos alunos, suas dificuldades, seus ritmos e as diferentes formas de aprender.

Segundo o professor, alguns avanços aparecem silenciosamente: quando um estudante perde o medo de participar, faz uma pergunta pela primeira vez ou consegue concluir uma atividade que antes parecia impossível.

Diego afirma que continua acreditando na educação pública porque também foi transformado por ela.

“Sou fruto da escola pública. Há 15 anos, eu era estudante no mesmo prédio onde hoje leciono. Foi por meio da educação que alcancei espaços que sempre sonhei em conhecer e conheci realidades muito diferentes da minha”, conta.

“Por trás de cada número há uma história, uma dificuldade, uma superação. Os números não mostram o estudante que trabalha, que ajuda a família ou que está aprendendo uma nova língua enquanto cursa as disciplinas. A escola também é feita de histórias, vínculos, resistências e pequenas conquistas que nem sempre cabem nas estatísticas”, finaliza Diego Silva.

Na avaliação do governador Otaviano Pivetta, educação e esporte têm que andar juntos, porque desde jovem o aluno precisa aprender a ter qualidade de vida e a se cuidar. “Por isso, nós fizemos grandes investimentos na infraestrutura das escolas. Em Mato Grosso, já são 48 quadras entregues e já entregamos 7 CEIs nesse novo padrão, com quadra, piscina e espaços de recreação. A escola precisa ser uma extensão da casa, um lugar de convivência e desenvolvimento das nossas crianças”, disse o governador.

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA