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Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário realiza reunião para promover empregos aos reeducandos

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) realizou na tarde de quinta-feira (26 de janeiro), na sede do Escritório Social da Capital, reunião com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), do Governo de Mato Grosso, para tratar sobre a geração de empregos aos reeducandos no Estado.
 
O primeiro encontro de alinhamento contou com a participação da responsável pelo eixo ‘Empregabilidade de Egressos e Pré-Egressos’ do GMF, juíza Célia Regina Vidotti, e do secretário da Seciteci, Allan Kardec Benitez, que juntos dialogaram sobre soluções para a capacitação profissional e a disponibilização de vagas não preenchidas no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade.
 
Dentre as muitas propostas abordadas, a reunião inicial teve o objetivo de tratar sobre a elaboração de um projeto, em parceria entre o Poder Judiciário e o Executivo de Mato Grosso, para realização de um workshop com empresários do Estado, apresentando os benefícios e as possibilidades na contratação de reeducandos do sistema fechado, pré-egressos e egressos do sistema carcerário.
 
Para a líder do eixo ‘Empregabilidade de Egressos e Pré-Egressos’, do GMF, juíza Célia Regina Vidotti, esta é uma excelente oportunidade para que os empresários auxiliem no processo de ressocialização social e tenham economia em suas despesas, aproveitando os benefícios presentes nos impostos desse modelo de contratação.
 
“Nós já temos muitos empresários interessados e utilizando a mão de obra de reeducandos, então queremos fazer esse workshop para que possamos apresentar à sociedade e aos demais empresários como funciona esse projeto ambicioso”, destaca a magistrada.
 
“Nós precisamos ressocializar e profissionalizar as pessoas que estão dentro das unidades prisionais, em todos os regimes. Além da educação, promoveremos cursos de capacitação e empregos reais, para que esse reeducando de fato seja reinserido. A sociedade precisa entender que nós temos que fazer a nossa parte”, pontua a responsável pelo eixo do GMF.
 
O secretário de Estado da Seciteci, Allan Kardec Benitez, afirmou que a pasta tem a missão de qualificar a mão de obra dos reeducandos para que eles não reincidam no crime. “Acredito que agora temos estratégias práticas para ofertar ao GMF a expertise da Seciteci, colocando à disposição nossa área da qualificação profissional em busca dos empregos disponíveis.”
 
“Vamos disponibilizar o mapa do emprego, com os dados em um sistema de ‘BI’ (Business Inteligence), para que o GMF acesse onde estão os empregos, junto com as outras secretarias, para que as empresas saiam desse temor de contratar a mão de obra reeducanda”, acrescenta Allan Kardec.
 
Durante o encontro foram apresentados alguns cases de sucesso realizados em outras unidades federativas do país e também o interesse de empresas do Estado na construção de fábricas dentro de unidades prisionais de Mato Grosso.
 
Estiveram também presentes na reunião a coordenadora do Escritório Social de Cuiabá, Beatriz de Fátima Dziobat, o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, o coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Abadio José da Cunha Junior, e membros da equipe do GMF.
 
GMF – O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso pertence ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e é supervisionado pelo desembargador Orlando de Almeida Perri e coordenado pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto.
 
Entre os objetivos estratégicos do GMF para este ano, está a promoção e integralização de seis mil privados e privadas de liberdade na educação básica regular e a promoção e inserção desse mesmo público no mercado de trabalho com empregabilidade e renda.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 01 – Foto colorida dos participantes da reunião entre GMF e Seciteci, sentados em uma grande mesa de madeira. Imagem 02 – Foto colorida da juíza Célia Regina Vidotti, sentada à mesa. Ela tem a pele branca, cabelo loiro preso e está com um vestido preto.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Empresas culturais e indústrias criativas injetam R$ 1,3 bilhão na economia mato-grossense

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Levantamento inédito do Produto Interno Bruno (PIB) do setor cultural e indústrias criativas de Mato Grosso revela que, em 2021, o segmento foi responsável por movimentar R$ 1,36 bilhão na economia regional, apesar da economia nacional e do Estado terem sentido os efeitos negativos da Covid-19. A atividade artesanal liderou a geração de riqueza, com 30% do total produzido pelo segmento no Estado.

“Um em cada três reais gerados pela economia criativa veio das atividades artesanais”, apontam dados do Itaú Cultural, a partir de parceria com o Observatório da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. O estudo foi divulgado na quinta-feira (25.6).


Na segunda colocação, figura a Tecnologia da Informação, com 24%. “Em menos de uma década, o setor de TI, Software e Jogos Digitais deixou de ser um segmento secundário para se tornar um dos principais motores da economia criativa mato-grossense depois das atividades artesanais. Teve 70% de crescimento na participação relativa entre 2012 e 2021 (passa de 14% para 24%)”, aponta o estudo.

A arquitetura contribuiu com 17% do total gerado. “Seu crescimento acompanha a expansão urbana e imobiliária de Mato Grosso, mostrando a conexão entre economia criativa e desenvolvimento regional”.

A área da moda, que ficou com a fatia de 9,7% do montante, de acordo com o levantamento, passou de 11,6% em 2012 para 9,7% em 2021.


Entre 2012 e 2024, o número de empresas criativas em Mato Grosso cresceu 52%, enquanto no Brasil, no mesmo período, foi de 9%. O Estado cresceu 5,8 vezes mais do que a média nacional. O número de empresas culturais e da indústria criativa em Mato Grosso não só cresceu mais que o Brasil, como aumentou sua participação no cenário nacional de 1,2% para 1,7%.

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A cada 100 trabalhadores de Mato Grosso, de quatro a cinco atuam na economia da cultura e da indústria criativa. Entre 2012, com 71.192 trabalhadores, e 2025, com 85.548, o crescimento foi de 20,3%. Do total de 1,89 milhão de trabalhadores em Mato Grosso em 2025, 85,6 mil estavam nas empresas culturais e indústrias criativas. A remuneração no segmento também é 18,3% superior à média dos demais setores da economia mato-grossense, passando de R$ 3.758 para R$ 4.447.


Para o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, os números demonstram que investir em cultura também significa impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar oportunidades.

“A cultura é um ativo estratégico para Mato Grosso. Além de preservar nossa identidade e valorizar os talentos locais, ela movimenta a economia, gera emprego, renda e fortalece diversos setores produtivos. Esses indicadores comprovam que os investimentos realizados pelo Governo do Estado têm produzido resultados concretos e reforçam nosso compromisso de ampliar as políticas públicas voltadas à economia criativa”, destaca.

“Mato Grosso tem sido destaque nacionalmente na gestão para a cultura, resultado de investimento consistente e estratégico. Há muito o que avançar, como a ampliação do investimento e a profissionalização do setor, mas os resultados mostram que estamos no caminho certo”, destaca o secretário-adjunto de Cultura da Secel-MT, Jan Moura.

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“Acreditamos que o resultado apresentado por meio do levantamento realizado em parceria com o Observatório Fundação Itaú, é um dos instrumentos de informação mais preciosos realizados em contexto estratégico-institucional e deverá ser um importante mecanismo para tomada de decisões nos próximos anos. É substancial o entendimento de que o governo precisa acompanhar a dinâmica do setor para melhorar o aporte de recursos, assim como a distribuição e o alcance das políticas públicas direcionadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da Economia da Cultura e Indústrias Criativas”, frisa a responsável pelo Observatório da Secel-MT, Veruska Almeida.

Na avaliação da superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da pasta, Keiko Okamura, os dados são importantes para traçar políticas públicas para o setor.

“Os dados revelam uma forte presença dos investimentos do Estado, sobretudo quando demonstram a ampliação de empresas formalizadas nesse setor, que, em grande parte, atribuímos aos investimentos e ao fomento promovidos pela Secel. O incentivo à formalização e, principalmente, à formação e à preparação desses empreendedores para o mercado gera mais confiança ao agente cultural, que encontrou esse suporte. Ao mesmo tempo, os indicadores revelam as potencialidades do Estado e as áreas que necessitam de maior atenção. Com esse estudo, poderemos planejar de forma mais assertiva e ampliar as possibilidades, os investimentos e a rede de parceiros”, avalia.

Confira os estudo aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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