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MATO GROSSO

Governo nomeia 315 candidatos aprovados em concurso da Polícia Judiciária Civil

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MATO GROSSO

¿O Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (07.06) a nomeação de 315 novos servidores aprovados no concurso da Polícia Judiciária Civil (PJC) realizado em 2022. São 180 novos investigadores, 120 escrivães e 15 delegados que irão reforçar o quadro de profissionais da Segurança Pública do Estado.

“Esses novos profissionais vão contribuir de forma significativa para a segurança do povo mato-grossense, especialmente porque serão distribuídos em regiões onde há maior déficit. Além disso, com os fortes investimentos em viaturas, armas, equipamentos e estrutura física, terão um ambiente de trabalho propício para desenvolver essas importantes atividades. Quem ganha é a população”, destaca o governador do Estado, Mauro Mendes.

Conforme cronograma estabelecido pela portaria conjunta nº 45/2023 (Seplag/PJC), os nomeados têm até o dia 28 de junho para providenciarem os documentos, exames e declarações necessários para a posse, que acontece dia 30 deste mês. Logo após o ato de posse, eles iniciam curso de formação técnico-profissional na Academia de Polícia Civil (Acadepol), que tem duração de cinco meses. O candidato que não se apresentar dentro do prazo conforme as regras estabelecidas pelo edital será considerado desistente.

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De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, a convocação dos servidores é um reforço nas unidades policiais e vai contribuir cada vez mais na elucidação de crimes no Estado. “Este efetivo somará esforços e estratégias de combate à criminalidade desenvolvidas pelo Estado, que está em constante movimento de reforço das instituições policiais a fim de bem servir a população”.

¿A Polícia Civil de Mato Grosso tem buscado avanços e investimentos para promoção de melhores condições de trabalho e eficiência de seu trabalho, com capacitações, uso de armamento moderno, oferta de recursos tecnológicos, entre outros.

A delegada-geral Daniela Silveira Maidel destaca que os 315 novos servidores fortalecem a prestação de serviços da instituição e vão colaborar para a continuidade do trabalho árduo que vem sendo realizado pelos policiais civis, comprometidos em alcançar resultados significativos.

“A valorização do servidor é um pilar fundamental para que possamos desempenhar nossas funções com excelência. É um estímulo que nos impulsiona a enfrentar desafios e garantir a segurança da população”, destacou Daniela Maidel.

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PM e Bombeiros

Em abril o governo convocou 665 candidatos aprovados neste mesmo certame, que iniciam seus cursos de formação no próximo mês. Foram convocados 100 soldados e 15 oficiais do Corpo de Bombeiros, e 515 soldados, 30 oficiais e 5 oficiais do quadro de saúde da Polícia Militar.

Confira o ato de nomeação AQUI.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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