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Governo de MT investe em ressocialização e emprega mão de obra de reeducandos em mais de 40 órgãos públicos

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O Governo do Estado tem investido em projetos de ressocialização para que os reeducandos tenham a oportunidade de mudar de vida e dado chance de trabalho, inclusive nos órgãos públicos. Esse é o caso de Daniel Pereira*, de 45 anos, que desempenhou tão bem o trabalho na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), quando estava privado de liberdade, que foi contratado depois de cumprir a pena.

Ele era da equipe de manutenção elétrica e hidráulica básica do prédio do órgão e exercia a função com supervisão da Fundação Nova Chance, ligada à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), e há cerca de um ano foi contratado como motorista.

“Cheguei ao lugar certo em maio de 2021. Nunca fui tratado como reeducando, sempre me trataram como colega de trabalho. Esse trabalho devolveu a minha dignidade”, declarou.

Daniel passou dois anos e meio recluso, sendo parte na Penitenciária Central do Estado (PCE) e parte no antigo Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), onde são desenvolvidas várias atividades para a reintegração dos reeducandos à sociedade, entre elas de marcenaria e fabricação de bolas de futebol.

Ainda na prisão, ele resolveu mudar de vida e começou a trabalhar na manutenção e limpeza da igreja que frequentava. Mas a história dele se transformou além até do que ele imaginava.

“Oportunidades como essa que eu tive são uma benção de Deus para todos nós que queremos voltar ao convívio social”, afirmou.

Atualmente, 14 órgãos do estado e 28 prefeituras empregam reeducandos.

Além da PGE, contam com serviços deles as seguintes instituições estaduais: Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp); Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz); Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Cidadania (Setasc); Controladoria Geral do Estado (CGE); Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer); MT Saúde; Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI); Ouvidoria Geral de Polícia; Polícia Civil; Polícia Militar; Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso.

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Para que a ressocialização aconteça na prática, é preciso que os servidores acolham esses profissionais e que os reeducandos aproveitem a oportunidade que estão tendo, como avalia a diretora da Procuradoria Geral do Estado, Soraya Mora Queiroz Salvador.

“A aceitação na PGE é geral e, com isso, a gente espera disseminar essa política de cunho social, além de ser uma economia para os órgãos”, explica.

Ela afirma que, antes dessa parceria para a mão de obra de reeducandos, o trabalho de manutenção no prédio era feito por uma empresa privada e não havia técnicos à disposição no local.

“Ganhamos muito com esse termo de cooperação com a Fundação Nova Chance. Os serviços são feitos com mais rapidez e ainda damos a oportunidade para que os reeducandos possam ter a oportunidade de trabalhar. Todos nós ganhamos”, declarou a diretora.

Nos últimos dois anos, o número de Pessoas Privados de Liberdade (PPL) desenvolvendo alguma atividade mais que triplicou. De pouco mais de 600, subiu para 1.850 a quantidade de pessoas privadas de liberdade trabalhando em atividades supervisionadas pela Fundação Nova Chance.
Por uma jornada de trabalho semanal das 8h às 17h, os trabalhadores recebem um salário mínimo, vale-transporte e vale-refeição.

O trabalho também é desenvolvido, por meio de acordos de cooperação e termo de intermediação com as prefeituras, órgãos e iniciativa privada, nos seguintes municípios: Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Chapada dos Guimarães, Colíder, Cuiabá, Diamantino, Jaciara, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nova Xavantina, Paranatinga, Pontes e Lacerda, Pontal do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Rondonópolis, Rosário Oeste, São Félix do Araguaia, Sorriso, Tangará da Serra, Vila Rica e Várzea Grande.

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Também contam com a mão de obra de reeducandos o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Instituto Nacional de Educação para Defesa e Preservação do Meio Ambiente (Indeppa), Defensoria Pública de Mato Grosso, Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e Conselhos de comunidade.


Reeducandos trabalham em padaria que funciona na PCE – Foto: Secom-MT

Nas unidades penitenciárias, os reeducandos têm a oportunidade de aprender algumas funções e ainda trabalhar. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), por exemplo, podem atuar como torneiro, padeiro, eletricista, azulejista, confeiteiro, marceneiro. O local tem uma padaria e os alimentos produzidos são comercializados em uma cantina da unidade. Os reeducandos ficam com crédito para o consumo e ainda recebem salário, com o qual podem custear as despesas deles ou ainda destinar à família.

Projetos

Os principais projetos de ressocialização em andamento são a implantação de uma empresa de estofados, indústrias de aço e transformadores de energia, na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, gerando mais de 100 vagas de emprego, além uma oficina de conserto de carrinhos de supermercado na Penitenciária Aghamenon, em Várzea Grande.

“Temos 216 termos de intermediação e cada um deles é um projeto. Hoje os trabalhos são mais externos, mas a gente está ampliando para colocar indústrias dentro das unidades, por meio de parcerias, porque internamente podem trabalhar os condenados e provisórios e externamente só os condenados”, afirmou o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles.

*Nome fictício para preservar a identidade do trabalhador

Fonte: Governo MT – MT

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Controle de embarques e desembarques é instalado na linha Cuiabá – Santo Antônio de Leverger

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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) acompanha a implantação de um novo sistema de controle de embarques e desembarques na linha de transporte intermunicipal 023, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger.

A medida, iniciada na quarta-feira (22.4), segue em fase de testes até este sábado (25) e consiste na instalação de duas catracas nos veículos que operam a linha: uma no embarque e outra no desembarque, sem impacto no valor da tarifa. O usuário continua pagando apenas uma passagem, fixada em R$ 8,00, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade.

A iniciativa tem como objetivo aprimorar o controle operacional do transporte intermunicipal, ao permitir a identificação da origem e do destino dos usuários, informação essencial para análise de demanda, otimização de rotas e monitoramento da capacidade do sistema.

Segundo o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias, a medida leva em conta as características da linha, classificada como serviço rodoviário/semiurbano na Baixada Cuiabana, e atende a uma determinação da Mesa Técnica nº 07/2024 do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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“Essa linha possui um caráter semiurbano, onde o sobe e desce de passageiros ocorre em pontos intermediários, o que dificultava o controle preciso dos destinos e do cálculo de subsídios públicos na tarifa de remuneração da operadora. A implantação das catracas, conforme determinado pelo Tribunal de Contas do Estado, resolve esse problema ao registrar o destino real do usuário no desembarque. Isso garante que a tarifa seja debitada com precisão e que o recurso público seja aplicado de forma justa, trazendo mais transparência, segurança ao planejamento e proteção ao passageiro”, explicou o diretor.

A previsão é que o novo sistema passe a operar de forma definitiva na linha a partir de 1º de maio. Durante o período de testes, a Ager determinou que o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), responsável pela operação da linha, disponibilize fiscais para orientar os passageiros durante a fase de adaptação.

Como vai funcionar

No embarque, ao passar pela primeira catraca, o sistema registrará informações como local, horário e identificação do usuário, sem realizar a cobrança.

Já no desembarque, ao utilizar a segunda catraca, instalada próxima à porta traseira, o sistema identificará o destino da viagem e efetuará automaticamente o débito da tarifa, liberando a saída do passageiro.

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A porta central dos veículos permanecerá destinada exclusivamente ao embarque e desembarque de pessoas com deficiência, assegurando acessibilidade e segurança aos usuários.

A Agência reforça que o usuário continuará pagando apenas uma passagem, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade. Qualquer situação diferente deverá ser relatada à Ouvidoria da Ager, canal oficial para manifestações dos usuários dos serviços públicos, pelos telefones 0800 647 6464 (ligação gratuita) e (65) 99675-8719 (WhatsApp), pelo e-mail: [email protected] ou pelo site www.ager.mt.gov.br/ouvidoria

Fonte: Governo MT – MT

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