MATO GROSSO
Governo de MT entrega contas ao TCE com seis anos seguidos de nota máxima em capacidade de pagamento e investimento
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O Governo de Mato Grosso entregou, nesta quarta-feira (18.3), o relatório de prestação de contas do Poder Executivo referente ao exercício de 2025, destacando que o Estado completou seis anos consecutivos com a nota máxima na avaliação de capacidade de pagamento do Tesouro Nacional.
“A entrega das contas é um ato de respeito ao Tribunal de Contas. É nosso dever constitucional entregar, anualmente, o relatório para apreciação e que vai mostrar que, neste período de 7 anos completos, o governo mostrou uma trajetória consistente no gasto com o dinheiro público. A saúde financeira é boa, e o Estado vem mantendo uma performance muito adequada de investimentos e de melhorias para o cidadão, fazendo com que o dinheiro público corretamente arrecadado e aplicado possa criar um ambiente melhor de se viver no Estado de Mato Grosso”, afirmou o governador Mauro Mendes.
A chamada nota triplo A (AAA) se refere à avaliação da capacidade de pagamento (CAPAG) feita pela Secretaria do Tesouro Nacional. Além de Mato Grosso, apenas o Estado de Santa Catarina possui essa avaliação.
Esse indicador aponta que o Estado tem baixo endividamento, uma boa reserva de dinheiro em caixa (liquidez) e capacidade de honrar compromissos. A avaliação atesta que o Governo de Mato Grosso é um bom pagador, com alta confiança para obter empréstimos e pagar seus credores.
Segundo o relatório elaborado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), o Estado investiu mais de R$ 6,1 bilhões em 2025, o que representa 16,40% da sua Receita Corrente Líquida (calculada em R$ 37,257 bilhões) em obras e ações para o Estado. Não estão incluídos nesses recursos os repasses obrigatórios, ou seja, todos esses investimentos foram voluntários.
“Esses recursos são revertidos diretamente para a população na forma de hospitais, estradas, escolas e muitos outros investimentos. É uma revolução que o governo promove porque é, com contas públicas saneadas, que a população terá acesso a serviços públicos de qualidade. As contas de 2025 mostram isso”, destacou o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.
No total, o Estado de Mato Grosso arrecadou, em 2025, um montante de R$ 42,696 bilhões. Todas as despesas e gastos do Poder Executivo, incluindo os investimentos, somaram R$ 42,608 bilhões. O superávit do governo, ao final de 2025, foi de R$ 87,7 milhões.
O relatório também aponta que o Estado cumpriu as metas constitucionais de aplicações mínimas de recursos (obrigatórios) na Saúde e na Educação. Na Saúde, foram mais de R$ 4,6 bilhões em ações e serviços, representando 16,54% da receita. O mínimo estipulado pela Constituição Federal é de 12%.
Já na Educação, foram investidos mais de R$ 7,2 bilhões, e o percentual de aplicação atingiu 25,92% da receita, o que supera o mínimo constitucional de 25%.
“O Estado avançou muito nos últimos anos. Pelos números que já foram adiantados, a situação das contas é melhor do que 2024. Vejo então um Estado equilibrado, que está crescendo na sua estrutura e realizando altos investimentos. Certamente, esses serão os resultados das análises das contas de 2025”, ressaltou o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo.
O conselheiro José Carlos Novelli apontou que o TCE vai ter um prazo de 60 dias úteis para avaliar as contas do governo.
“Pela retrospectiva dos últimos pareceres, o Estado tem apresentado uma performance muito boa em relação às suas contas. A saúde financeira do Estado tem sido um marco. O governo vem demonstrando que tem feito um programa de infraestrutura magnífico e atendendo à expectativa da sociedade de trazer mais investimentos para toda a população. O parecer do Tribunal de Contas deve demonstrar isso”, avaliou.
Participaram da entrega das contas os secretários estaduais Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão) e Paulo Farias (Controladoria Geral do Estado).
Fonte: Governo MT – MT
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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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