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MATO GROSSO

Governador anuncia novo extra por resultado a professores e coordenadores

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MATO GROSSO

O governador Mauro Mendes anunciou mais um extra da Gratificação por Resultado (GR) aos professores das disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa e aos coordenadores de ensino ligados às turmas do 2º, 5ª e 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio que participam das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (6.8), durante o I Encontro dos Coordenadores, em Chapada dos Guimarães. As novas regras deverão ser publicadas nos próximos dias.

Com o benefício, além da possibilidade de 14° e 15° salários, os professores dessas duas disciplinas poderão receber até 16° e 17°, a depender dos resultados obtidos no Saeb.

Já os coordenadores terão a possibilidade de receber até um 15° e 16° salário, pela média de desempenho dos professores. Os demais profissionais continuarão a receber normalmente a GR pelas regras já existentes.

“Essa gratificação premia por desempenho: quem faz mais, ganha mais, quem entrega mais, recebe mais. Esse ganho por resultado extra valoriza os profissionais que entregam os melhores indicadores e ajudam os alunos a conquistarem as melhores notas. Quem ganha é a sociedade, os alunos e o estado de Mato Grosso, que vai estar produzindo filhos da educação pública mais preparados e mais qualificados para o mercado de trabalho”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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Mauro destacou a evolução que os profissionais da Educação têm conseguido entregar, com o auxílio dos investimentos do Governo do Estado

“Mato Grosso era a 22ª pior educação entre os 27 estados brasileiros em 2019. Hoje nós já somos a 8ª melhor e esse ano nossa grande meta é estar entre as 5 melhores educações do país. Para isso, estamos empregando muito trabalho, muita seriedade, muito investimento em tecnologia, em material pedagógico, na formação, qualificação e melhoria das nossas infraestruturas escolares”, destacou.

De acordo com o vice-governador Otaviano Pivetta, esse benefício só é possível porque a gestão trabalhou de forma responsável, cuidando bem dos recursos públicos e investindo em políticas de eficiência e resultado.

“Temos conseguido levar para os filhos da escola pública aquilo de melhor que encontramos até nas particulares. Material didático de primeira linha, uniformes, Smart TVs, chromebooks, escolas com estrutura de ponta e um ambiente que dá vontade de o aluno estudar e dos professores ensinarem. Isso faz toda a diferença”, pontuou.

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Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o novo benefício vai fazer com que os profissionais fiquem “ainda mais motivados e comprometidos com a qualidade do ensino”.

“Para a Seduc, a valorização dos profissionais da educação vai além de incentivos financeiros. É o reconhecimento do seu papel estratégico no ensino e na aprendizagem. Esse novo investimento anunciado pelo governador Mauro Mendes cria um ambiente propício à aprendizagem e à permanência dos estudantes na escola”, registrou.

Também participou do evento o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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