MATO GROSSO
Gefron apreende mais de R$ 4 milhões em cloridrato de cocaína na fronteira com a Bolívia
MATO GROSSO
Em apenas uma apreensão, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) provocou um prejuízo de R$ 4,1 milhões ao crime organizado, que atua com o tráfico de drogas e usa a fronteira de Mato Grosso como rota para transporte do entorpecente produzido na Bolívia para diferentes regiões do Brasil.
O valor equivale a 163 quilos de cloridrato de cocaína, que foram apreendidos, na madrugada desta sexta-feira (07.10), em uma área rural do município de Porto Esperidião (323 km de Cuiabá). O entorpecente estava sendo transportado por um grupo de pessoas e cinco delas acabaram presas em flagrante.
Conforme informações do Gefron, a equipe de plantão estava realizando rondas pela MT-388, que interliga os municípios de Porto Esperidião/Brasil e San Matias/Bolívia. Os operadores de fronteira se depararam com um grupo de pessoas transportando fardos suspeitos em suas costas, que abandonaram a carga e fugiram ao perceber a presença da polícia.
Enquanto uma parte dos agentes iniciou as buscas pelos suspeitos, a outra verificou a carga abandonada. Eles encontraram fardos carregados com 150 tabletes de cloridrato de cocaína. Já o grupo que cumpriu buscas pela região de mata prendeu cinco dos suspeitos flagrados.
O entorpecente foi encaminhado à Polícia Federal de Cáceres juntamente com os homens presos.
Em Campo Verde
Em outra ação, a partir de informações da inteligência do Gefron, homens da 8ª Companhia da Polícia Militar de Campo Verde (137 km de Cuiabá) apreenderam, nesta quinta-feira (06.10), em um veículo Fiat Strada, 57 quilos de pasta base de cocaína, avaliados em R$ 1 milhão.
A abordagem ocorreu no momento que o suspeito chegava à cidade com a carga de entorpecente. Durante a vistoria, os policiais encontraram os tabletes da droga, que estava na carroceria do veículo, coberta apenas pela capota.
Foram apreendidas 55 barras de pasta base de cocaína. O suspeito recebeu voz de prisão por tráfico de drogas e foi encaminhado à delegacia de Polícia de Campo Verde juntamente com a pasta-base e o veículo.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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