MATO GROSSO
Força Tática desarticula quadrilha e prende quatro pessoas por comércio ilegal de armas
MATO GROSSO
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam em flagrante dois homens, de 28 e 38 anos, e duas mulheres, de 23 e 29 anos, por comércio e porte ilegal de arma de fogo, no final da tarde desta sexta-feira (14.04), em Várzea Grande. Com a quadrilha, foram apreendidos dois revólveres e uma pistola.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Força Tática recebeu informações sobre a prática de comércio ilegal de armas, na região do bairro Cristo Rei. Segundo as denúncias, um homem estaria em uma motocicleta e iria fazer a entrega do material para outros suspeitos.
De imediato, os policiais militares iniciaram diligências pela região. Durante o patrulhamento, encontraram um homem em uma motocicleta próximo de um veículo Fiat Strada em situação suspeita e realizaram abordagem.
Na busca veicular, foram localizadas três armas de fogo, sendo uma pistola calibre .380 e dois revólveres calibre .38. Questionados sobre o armamento, o suspeito que estava na motocicleta afirmou ser o proprietário do material e que iria realizar a venda dos objetos.
Já os outros três suspeitos, que estavam dentro do carro, disseram à equipe policial que foram contratados pelo primeiro suspeito e que receberiam quantia em dinheiro após realizarem o transporte das armas.
Diante da situação, os criminosos receberam voz de prisão e foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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