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“Foram tempos difíceis que chegaram ao fim”, diz moradora de Cuiabá ao receber escritura definitiva

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“São mais de 20 anos esperando. Foram tempos difíceis e de agonia que chegaram ao fim. São muitas famílias que não têm condições de registrar seus imóveis. É uma ação maravilhosa feita pelo Governo de Mato Grosso”, disse Edna Lucia Siqueira, de 51 anos, ao receber gratuitamente sua escritura na noite desta sexta-feira (1º.09), no bairro Jardim Renascer, em Cuiabá.

Mais de 200 famílias do bairro foram beneficiadas com a entrega gratuita de escrituras. A ação faz parte da Semana da Regularização Fundiária Solo Seguro no Estado, uma parceria do Governo do Mato Grosso, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Corregedoria-Geral de Mato Grosso e Associação dos Notários e Registradores (Anoreg).

Edna mora no bairro há mais de 20 anos. Na época, trocou o seu táxi pelo lote onde mora hoje, construindo tudo aos poucos, sozinha. Lá, viu seu filho crescer e agora, com a escritura em mãos, planeja reformar a casa que tanto ama para ter mais conforto.

“Há um tempo tenho planejado fazer alguns reparos. Com o título em mãos, posso buscar um empréstimo com o banco para reformar minha casa. Vai ajudar muito”, completou Edna.

Para dona Laura Faustina dos Santos, de 54 anos, agora que está com a escritura em mãos vai poder reformar a casa. “Antes, tinha medo de investir por receio de perder. Hoje eu sinto que tenho minha casa. Realizei um sonho. Quando cheguei neste bairro, minha filha tinha 12 anos e agora em setembro ela faz 33 anos. Foi um dos melhores presentes que já ganhei na minha vida”, afirmou .

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A solenidade de entrega contou com a presença do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, que destacou a importância das escrituras às famílias. Ele explica que títulos registrados em cartório vão garantir segurança jurídica aos moradores que tanto aguardaram por esse dia.

“É uma noite histórica para os moradores do Jardim Renascer. É uma espera de mais de 20 anos que chega ao fim. A entrega destas escrituras significa para essas pessoas o direito à propriedade. Não há nada mais importante para um pai ou mãe de família do que receber a escritura da própria casa. Tenho certeza que essas pessoas vão dormir com mais tranquilidade, com a segurança de poder sonhar um pouco mais alto e alcançar novos objetivos”, disse o secretário.

Fábio Garcia também destacou que a entrega dos títulos definitivos em Mato Grosso é o resultado da união do Governo do Estado com demais órgãos estaduais e federais.

“Não é fácil fazer esse trabalho, todos os trâmites para entregar ao morador a escritura registrada em cartório. Isso demanda muito esforço e comprometimento de muitas instituições, como o Governo de Mato Grosso, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça. Tudo sem nenhum custo à população”, afirmou o secretário.

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“Cumprimos hoje mais uma vez a determinação do Governador Mauro Mendes. Enquanto tiver pessoas que precisem receber a escritura, estaremos trabalhando para garantir que todos possam conquistar esse direito. Estamos pagando uma dívida de gestões anteriores”, disse o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Francisco Serafim.

Corregedor-geral de Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, afirmou que a entrega de escritura é uma ação social que o CNJ atua para garantir dignidade à população.

“Agora eles têm direito de fato sobre a propriedade. O Poder Judiciário passou a participar dessas ações por meio do CNJ. É uma ação social em que o conselho contribui com os demais órgãos para garantir que seja dada dignidade às pessoas que recebem seus títulos devidamente registrados, de forma gratuita”, afirmou o corregedor-geral.

Estiveram presentes o deputado federal Abilio Brunini; o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho; e demais autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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