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“Experiência única na vida dele”, diz mãe de menino autista que ganhou ingresso para jogo na Arena Pantanal

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Um dos sorteados para assistir ao jogo entre Cuiabá e Flamengo, na Arena Pantanal, foi Luiz Gustavo, de 9 anos, que mora em Dom Aquino, a 170 km da Capital. Ele viajou até Cuiabá acompanhado da mãe, Laiza Salustino, para pisar em um estádio pela primeira vez e ainda em no camarote. Além dele, outras oito pessoas com Transtorno Espectro Autista (TEA) ganharam ingresso do Programa Ser Família Inclusivo, do Governo de Mato Grosso, para acompanhar a partida de futebol.

“Eu achei incrível essa chance, porque muitas mães se limitam a não irem nos lugares com muitas pessoas por causa do filho autista. Fiz questão de trazer o Luiz para essa experiência única na vida dele. Agradeço ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama, Virginia Mendes, não só por mim, mas eu tenho certeza que todas as mães e pais agradecem esse projeto maravilhoso. E também agradeço a toda equipe que estão de parabéns pela acolhida e com as nossas crianças. Eu fiquei super encantada pelo tratamento de vocês, dou nota mil”, declarou a mãe do menino.

Outro sorteado foi Samuel Corrêa da Silva, de 12 anos, que também foi ao estádio pela primeira vez, junto com o pai dele, Carlos Conceição da Silva.

“Essa ação nos proporcionou um lugar privilegiado para assistir ao jogo, e não um simples jogo, mas um jogo que o time leva o nome da cidade que nasci e moro. Isso acaba contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da cidade que representa todo o Estado de Mato Grosso. É muito gratificante”, afirmou.

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A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, acolheu os autistas no camarote. Ela ressaltou que a iniciativa tem um olhar sensível para a inclusão dos autistas.

“Essa grande iniciativa da nossa primeira-dama Virginia Mendes, do Governo do Estado de Mato Grosso, juntamente com a senadora Margareth Buzetti, em parceria com o Cuiabá Esporte Clube é muito gratificante. Conseguimos proporcionar esse espaço para mais oito autistas sorteados, por meio da nossa Carteira de Identificação do Autista. Eles podem desfrutar do espaço destinado a eles. Queremos divulgar ainda mais a carteira para que os autistas possam acessar inúmeros serviços”, destacou a secretária.

Para o pai de Levi, de 8 anos, a ação do governo estadual é excelente e demonstra verdadeiramente a inclusão dos autistas.

“O atendimento com as crianças foi excelente e muito mais do que eu esperava. Todos os envolvidos estão de parabéns e continuem assim. Estamos todos do mesmo lado e para somar na causa dos autistas”, finalizou.

A seleção dos oito torcedores e acompanhantes foi feita por sorteio a partir dos beneficiários cadastrados na Carteira de Identificação do Autista (CIA), emitida pelo aplicativo MT Cidadão, que foi destaque no 1º Congredo IBGP de Inovação Pública com Foco no Cidadão. O projeto ganhou o 3º lugar na categoria Empresas Estatais, se destacando por sua inovação e relevância social. A CIA ficou atrás apenas do Data Prev e do Banco do Brasil.

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Para participar é preciso ter a Carteira de Identificação do Autista (veja mais abaixo). Beneficiários de todo Mato Grosso podem concorrer.

Carteira de Identificação do Autista

O documento, que é uma das bandeiras da primeira-dama, Virginia Mendes, é emitido de forma gratuita pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e contém informações específicas e qualificadas da pessoa com o transtorno, o contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador.

O cadastro da Carteira, desde setembro de 2022, é realizado pelo aplicativo MT Cidadão, na modalidade digital e ou física (impressa). O prazo para a emissão da carteira digital é de cinco dias, a contar do envio da documentação via aplicativo, análise e aprovação pela equipe da Setasc. Já para a emissão da carteira física, o prazo será de 30 dias.

Para mais informações (65) 98421-4080/(65) 3613-5711 ou pelo site da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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