MATO GROSSO
Exame Certificador oportuniza conclusão dos estudos para quase 50 mil jovens e adultos em MT
MATO GROSSO
Quase 50 mil pessoas de Mato Grosso realizaram, de fevereiro a setembro deste ano, o Exame Certificador da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) no decorrer do ano e oportuniza a conclusão da educação básica àqueles que não finalizaram os estudos na idade apropriada.
Por meio do exame, qualquer pessoa com idade acima de 15 anos tem a chance de completar sua formação educacional no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, adquirindo conhecimentos essenciais para o mercado de trabalho e para o desenvolvimento pessoal.
Além disso, a certificação abre portas para novas oportunidades, como ingressar em cursos técnicos, faculdades e concursos públicos. Até o momento, 35 escolas aplicam o exame por meio de agendamento em todas as regiões do Estado, o que garante que a oportunidade de conclusão dos estudos esteja acessível em diversas localidades.
Para se inscrever, basta acessar o site da Seduc (aqui) e seguir o passo a passo preenchendo os formulários, além conhecer o manual do participante e consultar o conteúdo que é aplicado. Já a relação de escolas que aplicam o exame pode ser conferida aqui.
Em Cuiabá, o Exame Certificador pode ser agendado nas Escolas Estaduais Mário de Castro (Pedra 90), Leovegildo de Melo (CPA III) e na Rodolfo Augusto Curvo. Nesta última, as provas são aplicadas em sala anexa instalada na Assembleia Legislativa.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, explica que a pessoa não precisa frequentar aulas se ela já possui o conhecimento necessário para realizar o exame. “Basta se inscrever pelo site, escolher a escola na qual fará as provas de forma presencial, definir o horário mais apropriado e comparecer pontualmente”.
Ele reforça que o Exame Certificador é um dos pilares da política de educação de jovens e adultos do Plano EducAção 10 Anos, cujo objetivo é colocar a educação pública de Mato Grosso entre as mais bem avaliadas do Brasil até 2032.
“Essa visão ambiciosa se alinha com as metas do governo em melhorar a qualidade da educação, particularmente para aqueles que foram historicamente marginalizados. Assim, o plano abriga iniciativas que promovem a capacitação contínua da população”, completa.
O secretário destaca que, com o Exame Certificador, o Estado está investindo na capacitação e formação de sua população, fortalecendo a educação inclusiva e garantindo que todos tenham a chance de uma segunda oportunidade. Na avaliação dele, essa iniciativa é uma prova de que o governo está comprometido em proporcionar um futuro melhor para seus cidadãos.
“Com o comprometimento da Secretaria de Educação e a participação ativa da sociedade, o Exame Certificador tem se consolidado como uma importante iniciativa para a educação, proporcionando uma segunda chance para aqueles que desejam concluir seus estudos e conquistar um futuro melhor”, finaliza o secretário.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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