MATO GROSSO
“Escola estadual marca uma nova história na educação do povo Enawenê-Nawê”, afirma cacique
MATO GROSSO
O cacique Kolarene Enawenê, da aldeia Dolowikwa/Kotakowinakwa, localizada a mais de 200 km de Juína, afirmou que a escola estadual indígena fortalece e valoriza a cultura do seu povo. A unidade escolar foi entregue, nesta segunda-feira (21.7), pelo Governo de Mato Grosso.
“Com a entrega dessa escola, o nosso povo começa uma nova história na educação indígena. Achamos importante que nossas crianças estudem a língua do branco, mas é importante também manter a nossa língua materna. O secretário Alan Porto respeita ao manter vivas as nossas tradições em meio às aulas”, afirmou.
Kolarene explicou que, na aldeia, acontecem diversos rituais durante o dia. Portanto, durante as aulas, são realizadas pausas obrigatórias para os estudantes participarem das atividades culturais. “Nossas crianças são matriculadas na escola só após os 7 anos de idade, quando já aprenderam sobre a cultura e a língua materna”, destacou.
Para o estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA), Yalase Enawenê, de 18 anos, a nova estrutura mostra que o povo indígena é importante para o atual governo. “A gente estudava na velha escola de palha e agora ficou bem melhor. Estamos felizes em ter mesa, cadeira, computador e material para estudar melhor. Temos mais vontade de estudar e aprender a língua dos brancos”, comentou.
Há 7 anos, o professor Michel Corrêa da Silva vive diariamente com a aldeia. Primeiro, ele começou na sala de aula e, logo em seguida, se tornou o diretor da unidade. Ele explicou que conheceu a riqueza da cultura indígena dando aula no período da manhã e da tarde.
“As pessoas têm um olhar diferente com o povo indígena. Aprendi muita coisa com eles em sala de aula. A antiga estrutura, mesmo no calor, sol, chuva e frio, nunca foi empecilho para estudar. Pelo contrário, eles sempre me cobravam. Ver o brilho nos olhos deles recebendo a nova estrutura é emocionante. As pessoas não têm ideia de como é importante essa entrega para o povo Enawenê”, acrescentou.
Para o professor Okoxiroli Kayowekase Enawenê, a nova escola melhora os estudos não só para os alunos indígenas, como também para o ensino dos professores. “Além de os estudantes receberem uma estrutura melhor para aprender, sem pegar sol nem chuva, nós, professores, também recebemos o apoio necessário para ensinar. Estou muito feliz”, disse.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a escola indígena segue a mesma qualidade de outras que são entregues na área urbana.
“Nós prezamos por entregar com a mesma qualidade que as outras, mas, claro, mantendo a cultura do povo Enawenê. Aqui eles têm Chromebooks, material didático e, inclusive, o livro ‘Minha África Brasileira Indígena’, que só Mato Grosso tem. Foram anos de luta desse povo, e hoje estou honrado em entregar uma nova educação para eles”, destacou.
Também foram entregues 40 Chromebooks, 15 Smart TVs, kit de material escolar completo e 1.258 uniformes. Com investimento de R$ 7 milhões, a escola conta com 12 salas de aula, biblioteca, sala dos professores, cozinha, refeitório, banheiros e um amplo espaço com área de recreação.
A escola foi entregue em cerimônia com participação da primeira-dama, Virginia Mendes, além de lideranças indígenas e do vice-prefeito de Juína, Irmão Geremias.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Controle de embarques e desembarques é instalado na linha Cuiabá – Santo Antônio de Leverger
A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) acompanha a implantação de um novo sistema de controle de embarques e desembarques na linha de transporte intermunicipal 023, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger.
A medida, iniciada na quarta-feira (22.4), segue em fase de testes até este sábado (25) e consiste na instalação de duas catracas nos veículos que operam a linha: uma no embarque e outra no desembarque, sem impacto no valor da tarifa. O usuário continua pagando apenas uma passagem, fixada em R$ 8,00, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade.
A iniciativa tem como objetivo aprimorar o controle operacional do transporte intermunicipal, ao permitir a identificação da origem e do destino dos usuários, informação essencial para análise de demanda, otimização de rotas e monitoramento da capacidade do sistema.
Segundo o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias, a medida leva em conta as características da linha, classificada como serviço rodoviário/semiurbano na Baixada Cuiabana, e atende a uma determinação da Mesa Técnica nº 07/2024 do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
“Essa linha possui um caráter semiurbano, onde o sobe e desce de passageiros ocorre em pontos intermediários, o que dificultava o controle preciso dos destinos e do cálculo de subsídios públicos na tarifa de remuneração da operadora. A implantação das catracas, conforme determinado pelo Tribunal de Contas do Estado, resolve esse problema ao registrar o destino real do usuário no desembarque. Isso garante que a tarifa seja debitada com precisão e que o recurso público seja aplicado de forma justa, trazendo mais transparência, segurança ao planejamento e proteção ao passageiro”, explicou o diretor.
A previsão é que o novo sistema passe a operar de forma definitiva na linha a partir de 1º de maio. Durante o período de testes, a Ager determinou que o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), responsável pela operação da linha, disponibilize fiscais para orientar os passageiros durante a fase de adaptação.
Como vai funcionar
No embarque, ao passar pela primeira catraca, o sistema registrará informações como local, horário e identificação do usuário, sem realizar a cobrança.
Já no desembarque, ao utilizar a segunda catraca, instalada próxima à porta traseira, o sistema identificará o destino da viagem e efetuará automaticamente o débito da tarifa, liberando a saída do passageiro.
A porta central dos veículos permanecerá destinada exclusivamente ao embarque e desembarque de pessoas com deficiência, assegurando acessibilidade e segurança aos usuários.
A Agência reforça que o usuário continuará pagando apenas uma passagem, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade. Qualquer situação diferente deverá ser relatada à Ouvidoria da Ager, canal oficial para manifestações dos usuários dos serviços públicos, pelos telefones 0800 647 6464 (ligação gratuita) e (65) 99675-8719 (WhatsApp), pelo e-mail: [email protected] ou pelo site www.ager.mt.gov.br/ouvidoria
Fonte: Governo MT – MT
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