CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Desenvolve MT fecha 2025 com mais de R$70 milhões em crédito liberados e mais de 2 mil empregos diretos gerados

Publicado em

MATO GROSSO

A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso liberou, de janeiro a novembro, mais de R$70 milhões em crédito para empreendedores mato-grossenses, distribuídos em mais de 700 operações. Com base nas informações declaradas pelos próprios negócios no momento da contratação, essas operações indicam a criação e manutenção de mais de 2.100 empregos diretos no Estado.

O volume de operações reflete a ampliação da presença da Desenvolve MT no Estado e o fortalecimento das estratégias de descentralização do crédito. No total, 61 municípios foram atendidos, dentro deles a Capital, Cuiabá, lidera as operações representando mais de 40% do total, mas é seguida de Várzea Grande com 10,75%, Rondonópolis com 10,28%, Sorriso e Nova Mutum com 8,53%.

A modalidade Desenvolve Empresarial, linha de crédito voltada para investimentos, foi o destaque do período, concentrando mais de R$54 milhões em liberações distribuídas em 418 operações. A linha segue como a principal porta de entrada para quem busca modernizar estruturas, adquirir equipamentos e expandir suas atividades e é representada, em sua maioria, por empresas de pequeno porte.

Leia Também:  Seduc divulga resultado do seletivo para curso técnico de nível médio na Escola Estadual Terra Nova

O advogado e empresário Douglas Rafael, sócio da Que Que Essê Burguer, ao relembrar a própria trajetória, afirma que sem a Desenvolve MT provavelmente alcançaria o estabelecimento que tem hoje, mas em um tempo muito maior. “É importantíssima a atuação da agência e essa linha de crédito, porque ela vem justamente para fortalecer o pequeno empreendedor que quer expandir e buscar um degrau acima. Eu brinco que a cozinha aqui tinha que ter a placa da Desenvolve.”

A segunda maior modalidade em volume de liberações foi a linha Mulher Empreendedora, modalidade que oferece até R$15 mil e somou cerca de R$2 milhões financiados em 198 operações. Voltada para negócios liderados por mulheres, a linha se consolida como uma ferramenta importante de incentivo ao empreendedorismo e independência feminina.

O perfil geral dos empreendedores atendidos ao longo de 2025 demonstra o foco da agência em fortalecer pequenas iniciativas. Do total de operações, 44,67% foram contratadas por MEIs (310), 37,9% por empresas de pequeno porte (263) e 10,9% por microempresas (70). Os dados mostram que grande parte do crédito impulsionou negócios que compõem a base da economia mato-grossense, ampliando oportunidades e gerando renda.

Leia Também:  Final do SuperChef da Educação ocorre nesta quarta-feira (21) no Senac Cuiabá

Além das linhas carro chefe, a Desenvolve MT também lançou novas propostas como a linha Jovem Advogado que oferece linha de crédito para quem está começando a carreira jurídica para montar escritório, ou mesmo deseja comprar equipamentos.

Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, os resultados de 2025 reforçam o impacto direto da agência no desenvolvimento econômico do Estado. “Cada operação contratada representa um negócio ganhando força, um empreendedor acreditando no próprio potencial e uma comunidade recebendo novas oportunidades. A Desenvolve MT existe para isso: viabilizar o acesso ao crédito, gerar emprego e transformar realidades. Seguimos comprometidos em ampliar esse alcance e fortalecer ainda mais quem movimenta a economia de Mato Grosso”, afirmou.

*Com supervisão de Livia Rabani.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MP MT

Jornada jurídica debate interculturalidade e combate ao crime

Publicados

em

A integração entre a comunidade acadêmica e os diferentes ramos do Ministério Público marcou a 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos, realizada no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, nesta segunda-feira (18). O evento, idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), reuniu estudantes de Direito, membros das instituições e profissionais do sistema de Justiça.Durante a abertura, autoridades destacaram a importância da aproximação entre os estudantes e as carreiras ministeriais. O procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi, ressaltou que a proposta foi despertar a curiosidade dos acadêmicos sobre a atuação dos Ministérios Públicos. “A ideia aqui é despertar o interesse de vocês, a curiosidade de vocês, para o que os Ministérios Públicos fazem em Mato Grosso. Espero que vocês aproveitem bastante, tirem dúvidas e fiquem curiosos com o que a gente faz”, afirmou.A procuradora-chefe do MPT em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, enfatizou que o encontro buscou aproximar os estudantes da realidade profissional. “O que a gente quer trazer aqui é o que fazemos em questões específicas, para poder dar exemplos e mostrar caminhos possíveis para quem está construindo sua trajetória profissional”, destacou.Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, lembrou o papel constitucional da instituição. “Há, na nossa Constituição Federal, um lugar específico para o Ministério Público, que é a defesa do regime democrático. Além disso, a importância de que a ordem jurídica seja respeitada e os interesses sociais e individuais sejam protegidos”, afirmou.Interculturalidade e respeito às diferenças – o primeiro painel da jornada teve como tema “O Ministério Público na Defesa da Interculturalidade”. Os debates foram mediados pelo procurador-chefe do MPF, Ricardo Pael Ardenghi, e contaram com a participação do procurador da República Guilherme Fernandes Ferreira Tavares, da promotora de Justiça do MPMT Maria Coeli Pessoa de Lima e do procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Ao discutir a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais, a promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima destacou a necessidade de respeito às especificidades culturais sem relativizar direitos fundamentais. “Sempre que vamos tratar com comunidades indígenas e tradicionais, precisamos ter muito respeito. Eles têm o direito de viver a diferença deles. Mas violência nunca é cultura”, afirmou.A promotora também chamou atenção para os desafios enfrentados por mulheres indígenas e quilombolas no acesso à rede de proteção. “Temos barreiras geográficas, linguísticas e o racismo estrutural. O nosso grande desafio hoje é evitar que a violência chegue ao feminicídio nessas comunidades”, alertou.Combate ao assédio eleitoral – na sequência, os participantes acompanharam o painel “O Ministério Público no Combate ao Assédio Eleitoral”, mediado pela procuradora-chefe do MPT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani. Integraram a mesa o procurador da República Fabrizio Predebon da Silva, o promotor de Justiça do MPMT Mauro Poderoso de Souza e o procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Durante o debate, Mauro Poderoso destacou a complexidade do Direito Eleitoral e os impactos imediatos das decisões tomadas pela Justiça nessa área. “O direito eleitoral hoje é o direito mais complexo que existe. É um ramo que tem efeito imediato; você vê senador cassado, deputado cassado e presidente com inelegibilidade”, observou.O promotor também abordou o fenômeno do assédio eleitoral e a influência do crime organizado nos processos democráticos. “O assédio eleitoral é devastador; ele gera inelegibilidade, que é a pior consequência no direito eleitoral”, afirmou.Enfrentamento às facções criminosas – o terceiro e último diálogo teve como tema “O Ministério Público no Enfrentamento às Facções Criminosas”. A mediação foi conduzida pelo promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. Participaram da mesa a procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, o promotor de Justiça do MPMT Rodrigo Ribeiro Domingues e a procuradora do Trabalho Valdenice Amália Furtado.Durante sua exposição, Rodrigo Ribeiro Domingues abordou os avanços da nova legislação de enfrentamento às organizações criminosas e os instrumentos voltados ao enfraquecimento financeiro das facções. “A lei antifacção trouxe aspectos importantes para combater esse estado paralelo. Criou tipos penais específicos, como o de domínio social estruturado, e aumentou a reprimenda estatal”, explicou.O promotor ressaltou que o controle territorial exercido por grupos criminosos exige uma resposta integrada do Estado. “O principal avanço é o compartilhamento de informações e a cooperação. Cada instituição possui sua expertise e, reunidas, essas potencialidades otimizam a persecução penal”, destacou.A 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos foi realizada em alusão ao Dia do Estagiário e teve como objetivo aproximar os estudantes da prática ministerial, promovendo reflexões sobre temas que desafiam diariamente o sistema de Justiça e fortalecendo o diálogo entre academia e instituições públicas.Fotos: MPT-MT

Leia Também:  Por embriaguez ao volante, 16 pessoas são presas em Cuiabá

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA