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Defesa Civil estadual finaliza vistoria das residências afetadas pelas chuvas em Diamantino

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MATO GROSSO


Agentes da Defesa Civil estadual e da Coordenaria Municipal de Proteção e Defesa Civil finalizaram, nesta terça-feira (22.02), o processo de análise das condições estruturais de 80 residências no município de Diamantino (a 208 km Cuiabá) que foram atingidas pelos alagamentos provocados pelas intensas chuvas. O resultado do laudo atestou segurança, nenhuma moradia apresenta risco e as famílias estão autorizadas a voltar para casa.

“Sobre a situação atual de todos os imóveis atingidos pelas inundações, não existe nenhum dano estrutural que ofereça risco aos moradores e todos estão aptos ao retorno. O trabalho da Defesa Civil continua, vamos finalizar o levantamento de danos na cidade”, afirmou o superintendente de Proteção e Defesa Civil estadual, tenente-coronel BM Luís Cláudio Cruz.

A equipe ainda permanece realizando os trabalhos para identificar outros danos causados pelas chuvas na cidade. Atualmente, foram detectadas destruição de pontes sobre o Rio Preto (na MT-240) e sobre o Rio Ribeirão Santo Antônio na (MT-160).

Com esses estragos estruturais, a Defesa Civil vai apresentar todo panorama da situação do Governo do Estado para homologação da situação de emergência, além de solicitar o reconhecimento do Governo Federal para contemplação de recursos financeiros para obras de reconstrução.

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Todas as 80 famílias que tiveram suas casas afetadas pelas inundações e alagamentos receberam assistência humanitária do Estado, por meio de ações da Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc) que entregou 400 cestas básicas do programa Ser Família Solidário e 400 cobertores para ajudar as famílias afetadas.

Os moradores foram encaminhados para Centro Comunitário e hotéis na cidade, a partir do trabalho da Defesa Civil estadual que também investiu R$17 mil na compra de colchões, com previsão de entrega na segunda-feira (28.02). Toda ação conta com apoio e força trabalho dos servidores da prefeitura municipal.

Durante o atendimento aos desabrigados, não foi registrado nenhum caso grave de pessoas feridas e nem óbitos. Apenas registro de danos materiais com perda de eletrodoméstico e móveis dos moradores.

Serviço alerta de risco

A população pode receber avisos antecipada via SMS sobre chuvas. Os alertas incluem risco de inundações, alagamentos, temporais ou deslizamentos de terra, entre outras ocorrências. A população pode se cadastrar gratuitamente enviando um SMS para o número 40199 com CEP do local. Esse serviço de alertas é coordenado pelo Ministério da Integração, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e operadoras de telefonia móvel.

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Fonte: GOV MT

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MP MT

Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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