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MATO GROSSO

Curta sobre imigração negra e websérie da cultura cigana serão lançados no Cine Teatro Cuiabá

Publicado em

MATO GROSSO


Duas produções audiovisuais selecionadas em editais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) serão lançadas nesta terça-feira (25.01), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá. O filme ‘Intersecção – A História de Quem Migra’ trata de questões da imigração negra, e a minissérie ‘Diva e as Calins de Mato Grosso’ aborda a cultura cigana pela perspectiva de vida das mulheres.

As obras audiovisuais foram produzidas pela Kaiardon Produções, com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio dos editais MT Nascentes e Conexão Mestres da Cultura.

Dirigido por Rodrigo Zaiden (Chapada dos Guimarães-MT), com direção de fotografia de Maira Zenun (Lisboa – Portugal) e produção executiva de Rauta (Belo Horizonte-MT), ‘Intersecção – A História de Quem Migra’ aborda a imigração negra e seus cruzamentos em Cuiabá e Lisboa.

O trabalho iniciou em 2017, quando o diretor fez um intercâmbio em Lisboa e realizou o registro de reflexões sobre questões que afetavam os imigrantes negros oriundos do Brasil e países como Moçambique e Guiné Bissau. E teve continuidade quando Zaiden se mudou para Mato Grosso e percebeu que os imigrantes negros em Cuiabá passavam por situações parecidas com as que vivenciou em Lisboa, incluindo na obra imigrantes vindos de Senegal, Moçambique e Haiti, que vivem em Cuiabá.

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Já Diva e as Calins de Mato Grosso é realizada pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (Aeec-MT), com direção de Aluízio de Azevedo, direção de fotografia de Karen Ferreira e produção executiva de Fernanda Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima.

A minissérie é um dos produtos transmídia do projeto ‘Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã’, que premiou a raizeira e benzedeira cigana Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense. O filme retrata a história de vida de Diva e outras quatro mulheres ciganas Nerana, Irandi, Terezinha e Nilva, também consideradas como mestras da cultura cigana da etnia Calon.

Serviço

Lançamento do curta metragem ‘Intersecção – A História de Quem Migra’ e da minissérie ‘Diva e as Calins de MT’

Data: 25 de janeiro (terça-feira), às 19h

Local: Cine Teatro Cuiabá

Entrada: 1 kg de alimento não perecível

(Com informações da assessoria)

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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