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Curso Básico de Libras forma 36 servidores públicos em projeto-piloto

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MATO GROSSO

A rede de apoio às pessoas com deficiência no Vale do Araguaia recebeu um reforço importante no atendimento e proteção desse público com a formação de 36 profissionais da rede pública que participaram do 1º Curso Básico de Libras, em Barra do Garças (509 km de Cuiabá). A última aula do curso ocorreu na sexta-feira (16) com a apresentação em libras de um trabalho de encerramento, a partir da música “Era uma vez” da cantora Kell Smith, autora da canção, em frente à Sede das Promotorias de Justiça de Barra do Garças.

A apresentação e uma prova prática individual marcaram o fim do curso, que começou no dia 12 de setembro, após uma semana de treinamento. A qualificação reuniu servidores públicos de 11 órgãos e instituições da região, como a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Poder Judiciário e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de servidores do próprio MPMT. Uma professora do Univar Centro Universitário também participou do curso.

Com 40 horas/aula na modalidade presencial, o curso é parte de um projeto-piloto promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso e pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) à Pessoa com Deficiência. A capacitação ocorreu em dois turnos, no auditório da sede da Promotoria de Justiça da comarca, e foi ministrada pela técnica administrativa do MPMT Sandra Santos de Oliveira, especialista em Libras.

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O promotor de Justiça Wellington Petrolini Molitor, coordenador do CAO Pessoa com Deficiência, informou que setembro é o mês da Pessoa com Deficiência por reunir datas comemorativas importantes ligadas a esse público, como o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), Dia do Surdo (26 de Setembro) e Dia Nacional do Intérprete e Tradutor de Libras (30 de setembro). Ele pontuou que a Lei nº 10.436/2022, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão no Brasil, completou 20 anos no dia 24 de abril.

Pelo contexto simbólico que o mês de setembro carrega para a Pessoa com Deficiência, o promotor avalia que o curso é essencial para que instituições e órgãos públicos possam, por meio de seus servidores públicos, ter condições de oferecer um atendimento especializado digno à pessoa com deficiência auditiva. “Pela própria dignidade da pessoa com deficiência, para que ela se sinta incluída na sociedade. Esse projeto-piloto visa a não apenas o pensamento de estender para cidades polo no âmbito do MPMT, mas vislumbrar cursos intermediários e avançados, nas modalidades presencial e EaD”, destacou.

Instrutora do curso, Sandra afirmou que os recém-formados no curso básico estão preparados para um atendimento adequado em Libras, mas ressalta que a prática e o exercício da língua, aliados a outras capacitações, são fundamentais para que o conhecimento seja consolidado. “Buscamos, durante o curso, passar os conhecimentos básicos da Libras com motivação e incentivo para que busquem aprimorar o aprendizado. Acreditamos que com o curso básico, terão condições de oferecer um atendimento adequado ao portador de deficiência auditiva que procurar aquele órgão público”, assinalou.

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O curso trabalhou conhecimentos como alfabeto manual (datilologia), cores, verbos, família, os órgãos e instituições onde os alunos trabalharam, advérbio de tempo, interrogação, ditados, português, entre outros. A qualificação marca uma nova etapa na vida de servidores e servidoras públicas que até então precisavam se comunicar com a pessoa com deficiência auditiva de uma forma inadequada.

“Já passamos pela situação de o cidadão buscar atendimento na unidade e a gente ter dificuldade de se comunicar, de compreender o que ele dizia e do que ele precisava. Por isso o curso é importante para que nós possamos entender o que o cidadão nos relata e assim oferecer um atendimento de forma adequada”, afirmou a psicóloga Camila Soares, do CRAS de Ribeirãozinho, município que compõe o Vale do Araguaia.

A professora universitária Josiani Alves Moreira viu no curso de Libras a oportunidade para poder melhorar a comunicação com acadêmicos da instituição onde atua. ‘Esse curso deu oportunidade de otimizar a visão que eu já tinha a respeito da comunicação com os surdos, apesar de não ter nenhuma familiaridade até então com a Libras. Pretendo continuar e me aperfeiçoar, pois no universo acadêmico a gente tem alunos portadores de deficiência e com a Libras a comunicação melhora e o aprendizado também”, relatou.

Fonte: MP MT

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TJ MT

25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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