CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros Militar resgata tamanduá-bandeira e filhote de gato-mourisco

Publicado em

MATO GROSSO

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta terça-feira (31.3), o resgate de um tamanduá-bandeira, em Mirassol d’Oeste (a 296 km de Cuiabá), e de um filhote de gato-mourisco, em Porto Alegre do Norte (a 1.031 km da capital), ambos encontrados em áreas urbanas.

Em Mirassol d’Oeste, a 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada por volta das 10h para efetuar o resgate de um tamanduá-bandeira que circulava no perímetro urbano do município.

No local, os bombeiros identificaram que o animal estava em ambiente com circulação de pessoas nas proximidades e, com os devidos cuidados, realizaram a captura. A ação contou com o apoio de dois militares da Polícia Militar de Proteção Ambiental de Cáceres, que auxiliaram na contenção, no acondicionamento em gaiola de transporte e na logística para encaminhamento à área ambiental adequada. O tamanduá foi solto novamente em habitat natural.

Já em Porto Alegre do Norte, o 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionado por volta das 11h40 para o resgate de um filhote de gato-mourisco, encontrado nas proximidades de uma indústria de etanol.

Leia Também:  Inscreva-se para o seminário Violência Política contra a Mulher

Ao chegar ao local, a equipe constatou que o animal apresentava sinais de desnutrição e desidratação. Com os devidos cuidados, foi capturado e, após o resgate, levado a uma clínica veterinária, onde receberá os cuidados necessários. Posteriormente, será encaminhado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), para reabilitação e devolução à natureza.

O Corpo de Bombeiros ressalta que, em casos envolvendo animais silvestres, o cidadão deve entrar em contato pelo telefone de emergência 193, solicitando auxílio. Em nenhuma hipótese deve tentar capturar o animal por conta própria.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Publicados

em

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Inscreva-se para o seminário Violência Política contra a Mulher

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Governo de Mato Grosso paga salários de setembro nesta segunda-feira (29)

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA