MATO GROSSO
Com músicas em vários idiomas, show Akane Canta Mundo será apresentado na sexta (19)
MATO GROSSO
O Show Akane Canta Mundo, que contará com um reportório diversificado de músicas em vários idiomas, interpretados pela cantora japonesa Akane Lizuka, ocorre na sexta-feira (19.9), às 19h, no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com entrada gratuita.
A iniciativa é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por do meio do Edital Viver Cultura- Expressões Artísticas da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
No repertório a intérprete e compositora selecionou músicas da terra natal, o Japão, da Coreia, Quênia, Venezuela, canção em língua curda e em inglês. O repertório ainda inclui o estilo de música mato-grossense, rasqueado.
“Acho que a melhor maneira de eu me comunicar, é com a música. Para mim, ela desconhece fronteiras geográficas. Tanto essas canções, quanto a minha interação com os músicos, muitas vezes se dão por meio da linguagem da melodia. E me alegra muito o diálogo musical”, ressalta a cantora Lizuka.
Já a produtora executiva, a venezuelana Yndira G Villarroel, que também é artista, destaca que o projeto e a iniciativa de Akane devem ser celebrados. “Ela é uma mulher imigrante, japonesa, tentando se colocar no mercado e que pensou um encontro maravilhoso do público com a música de diversos países”.
Na sexta-feira (19), às 9h, a cantora se apresenta para uma plateia repleta de crianças e adolescentes da rede pública de ensino. Ao final, Akane e sua banda participam de uma roda de conversa.
Serviço:
Show Akane Canta Mundo
Dia: Sexta-feira (19.9)
Horário: 19h
Local: Teatro da UFMT
Entrada gratuita
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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