MATO GROSSO
Com maior malha rodoviária do país, Governo de MT investe em manutenção para melhorar logística
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), trabalha constantemente na manutenção de 30 mil quilômetros de rodovias. O número corresponde à maior malha rodoviária sob responsabilidade de um governo estadual em todo o Brasil.
A Sinfra dividiu o Estado em 12 regiões de trabalho e cada uma delas tem contrato para que sejam realizados os serviços de recuperação.
Mato Grosso deve chegar ao fim deste ano com quase 14 mil km de rodovias asfaltadas, o dobro em relação aos números registrados no fim de 2018, quando eram pouco mais de 6 mil km asfaltados. E, a ampliação da malha viária aumenta os desafios para manter a qualidade das estradas.
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, lembra que Mato Grosso enfrenta um grande volume de chuvas neste ano, que supera 300 milímetros por mês, em quase todas as regiões.
Além disso, a produção agrícola no Estado passou de 66 milhões de toneladas na safra 2018/2019 para 110 milhões de toneladas em 2026.
“A época da colheita de grãos coincide com a época de chuvas. As rodovias mato-grossenses têm um volume enorme de carretas passando o tempo todo, o que desgasta o pavimento. Por isso temos equipes realizando esse trabalho de manutenção o tempo inteiro nas 12 regiões”, afirmou o secretário.
A Sinfra também tem contratos para melhorar a sinalização das estradas e realiza obras em rodovias que precisam ser totalmente recuperadas. Desde 2019, foram 3.777 km que passaram por esse tipo de intervenção.
Além das rodovias asfaltadas, o Governo do Estado também precisa garantir a trafegabilidade nas rodovias não pavimentadas. São mais de 18 mil quilômetros de rodovias nessa situação, maior do que a malha viária de quase todos os Estados do país.
Para manter essas estradas em condições de tráfego, o Governo de Mato Grosso firmou contratos, estabeleceu parcerias com associações e realizou convênios com prefeituras e consórcios.
“O tráfego nessas rodovias é muito difícil durante a época das chuvas, porque estradas de chão não têm condições de receber carretas de 70 toneladas como as que trafegam em Mato Grosso”, afirmou o secretário.
Outra ação realizada pela Sinfra foi a cessão de máquinas para prefeituras, consórcios e associações que auxiliam na manutenção das estradas. Ao todo, foram entregues 443 equipamentos, incluindo retroescavadeiras, motoniveladoras, pás-carregadeiras e rolos compactadores.
“Se nos próximos anos Mato Grosso mantiver esse ritmo de obras, ainda teremos mais 15 ou 20 anos para conseguir asfaltar todas as nossas rodovias estaduais. Mas, em nenhum momento a Sinfra parou de realizar obras ou de manter estradas e pontes para garantir o trânsito nas rodovias. Hoje temos orgulho de viver em um Estado onde os investimentos em estradas acompanham o crescimento econômico”, completou Marcelo de Oliveira.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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