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Bombeiros localizam corpo de vítima de afogamento após dois dias de buscas

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MATO GROSSO

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, na terça-feira (17.3), o corpo de um homem que se afogou no Rio Vermelho, no Distrito de Naboreiro, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá). A vítima foi encontrada no Rio São Lourenço, após ser arrastada pela correnteza.

A equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BBM) foi acionada na segunda-feira (16), por volta das 9h30. Segundo informações, a vítima havia sido vista pela última vez na tarde de domingo (15), em um ponto onde costumava pescar. Após o acionamento, os bombeiros se deslocaram até o local com embarcação e equipamentos especializados.

O barco da vítima foi encontrado por um pescador, preso em galhadas, com pertences pessoais, o que reforçou a suspeita de afogamento. Mergulhadores iniciaram as buscas, mas as condições do rio dificultaram a operação no primeiro dia, devido ao nível elevado da água, à forte correnteza e à grande quantidade de detritos.

Na terça-feira (17), as buscas foram retomadas e, durante o reconhecimento de um trecho abaixo do ponto inicial, foi identificada uma área com potencial de retenção de corpo. No entanto, os bombeiros precisaram aguardar a redução do nível da água para dar continuidade às buscas subaquáticas.

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Por volta das 13h, uma nova informação alterou o rumo da operação de busca e resgate. Conforme informações do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), um corpo havia sido localizado no Rio São Lourenço, nas proximidades da comunidade de São Lourenço de Fátima, próximo à Aldeia Gomes Carneiro, no distrito de Tereza Cristina.

Imagens foram analisadas por familiares e moradores, que apontaram compatibilidade entre as características do corpo encontrado e as da vítima desaparecida. Diante disso, a equipe encerrou as buscas no Rio Vermelho e outra equipe foi deslocada até o local indicado, às margens do rio São Lourenço. No local, o corpo foi resgatado com o apoio de moradores da região, em uma área de difícil acesso.

Após o resgate do corpo, ele foi entregue aos cuidados da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais. Não há informações das circunstâncias do afogamento.

*Sob supervisão da SD Karine Miranda

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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