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Audiência de conciliação transforma histórias de vida e refaz relacionamento de casal em Sorriso

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MATO GROSSO

Oportunizar o diálogo, possibilitar que a comunicação aconteça de forma natural, espontânea e que seja entendida e compreendida pelas partes para que o conflito possa ser solucionado da maneira mais pacífica possível. Este é o propósito central de uma audiência de conciliação.
 
E tem sido exatamente em audiências de conciliação, preparadas pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) das mais variadas unidades judiciais de Mato Grosso, que a história de muitos homens e mulheres tem sido retomada e tomada trajetória de harmonia, de humanidade.
 
O último vídeo da série ‘A Conciliação Mudou a Minha Vida’, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça, traz depoimentos de pessoas que resolveram problemas, entre os quais de sentimentos, ou de relacionamentos pessoais, familiares, de maneira mais rápida e sem a necessidade de uma ação judicial.
 
E o episódio registra a experiência que mudou a vida da professora Marcilene Mariano e do sargento Adeilson Ferreira, da Polícia Militar. Os dois são pais de um garoto e, depois de alguns anos de casamento, resolveram colocar um fim na união. O divórcio foi realizado no Cejusc da Comarca de Tangará da Serra (251 Km da Capital).
 
E pouco tempo mais tarde, a professora e o ex-marido, apesar de separados, foram morar em outra cidade, em Sorriso (420 Km ao norte de Cuiabá). Nesse município, e como tinham o filho como ligação, o ex-casal percebeu que àquela história, que culminou com o divórcio, não havia sido resolvida totalmente até porque ainda existia afeto entre os dois. Assim, e com a intenção de estabelecer um novo tempo na vida deles, tendo como referência o passado, procuraram a intermediação do Cejusc de Sorriso.
 
Mediados pela equipe do Judiciário, a professora e o militar decidiram, por meio da conciliação, dar chance ao tempo, aos fatos, aos sentimentos e reataram o relacionamento, com um novo casamento para mudar a história da vida deles.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia colorida mostrando o casal. Eles estão sentados e ao fundo o filho.
 
 
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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