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Alunos do campo e quilombolas terão formação técnica em agricultura

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A Escola Estadual ‘Patriarca da Independência’, no município de Tangará da Serra, distante 247 quilômetros de Cuiabá, é a primeira da Rede Pública de Ensino de Mato Grosso a receber o curso Técnico em Agricultura integrado ao Novo Ensino Médio. Uma iniciativa entre Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) – Campus de Tangará da Serra.

Neste formato de atendimento integrado entre as duas instituições, a unidade escolar Patriarca da Independência estará responsável por organizar o currículo quanto a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e também realizar o processo de gestão escolar com o auxílio e orientação da Superintendência de Diversidades (SUDI), por meio da Coordenadoria de Educação do Campo e Quilombola (COCQ).

Caberá a instituição parceira a responsabilidade de implementação e efetivação de Itinerários Formativos na organização curricular do Novo Ensino Médio, com o eixo Educação Profissional Tecnológica (EPT). 

Os objetivos são de orientar as ações, definir as normas, disponibilizar recursos didáticos, equipamentos e ambientes de aprendizagem (virtuais e físicos), bem como desenvolver alternativas flexíveis de formação técnica e profissional para atender às aspirações dos jovens e à realidade do mundo do trabalho, acerca do curso de Agricultura.

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A novidade no currículo é que favorecerá aos estudantes aprofundarem os conhecimentos específicos nessa área do conhecimento. “Mato Grosso é um dos estados com maior potencial agrícola do país e poderá incorporar esses jovens, após formados, ao mercado de trabalho como mão de obra qualificada”, esclarece Cleuza Aparecida Gonçalves, técnica pedagógica da Coordenadoria de Educação do Campo da Seduc.

Isso significa dizer que, além das disciplinas referentes ao Novo Ensino Médio, os estudantes terão aulas relativas a Introdução à Agricultura, Fundamentos do Agronegócio, Economia Rural, Manejo e Conservação do Solo, Irrigação, Hidroponia, Fruticultura, Administração Rural, Gestão de Projetos, Mecanização Agrícola, Desenvolvimento e Extensão Rural, além de outras disciplinas relacionadas que também serão ministradas no Campus da Unemat.

“Além de um novo cenário com possibilidades de empregos e renda, essa formação será extremamente útil na região de origem desses estudantes onde a agricultura familiar tem peso econômico e social”, completa Cleuza Aparecida Gonçalves.

Em breve, seguindo esse formato, a Escola Estadual ‘Djalma Carneiro’, localizada na zona rural de Comodoro, distante 638 quilômetros de Cuiabá, também será contemplada por meio de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT).

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Novo Cenário

Com a promulgação da Lei nº 13.415/2017, o currículo do Ensino Médio passou a ser composto pela Formação Geral Básica e pelos Itinerários Formativos. Na oferta de EPT, a Formação Geral Básica (FGB) permanece conforme a oferta da matriz das áreas de conhecimento, o que muda é o itinerário formativo.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Programa do Governo de MT vai fomentar a industrialização do algodão em pluma produzido no Estado

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Mato Grosso se consolidou ao longo dos últimos anos como um gigante global na produção de algodão em pluma, sendo responsável por mais de 70% da produção brasileira. Agora, o Governo do Estado deu mais um passo para ampliar a participação do setor na economia estadual ao lançar, nesta quarta-feira (27.5), o Programa de Verticalização da Indústria Têxtil, iniciativa voltada ao fortalecimento da industrialização do algodão dentro do próprio estado.

O lançamento ocorreu no Palácio Paiaguás, no auditório Garcia Neto, e contou com a presença do governador Otaviano Pivetta, do secretário de Fazenda (Sefaz), Fábio Pimenta, da secretária de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mayran Beckman e do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Durante o evento, foi assinado o decreto que institui o programa.

“Estamos criando condições para quem queira produzir. Nós queremos que a indústria tenha Mato Grosso como um porto seguro para investimentos e que nosso povo tenha renda e empregos de qualidade”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

O programa consiste em transformar, dentro do próprio estado, o algodão em pluma produzido no campo em produtos industrializados, como fios, tecidos, malhas e confecções, agregando valor à economia local. Na prática, os produtores poderão transferir para as indústrias créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acumulados ao longo da cadeia produtiva. Já as indústrias poderão utilizar esses valores para reduzir parte do imposto devido nas operações, diminuindo custos de produção e aumentando a competitividade do setor.

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Segundo o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, a iniciativa busca consolidar Mato Grosso não apenas como referência na produção agrícola, mas também na indústria têxtil. Atualmente, embora lidere a produção nacional de algodão, Mato Grosso ainda possui baixa capacidade de industrialização da matéria-prima.

“Estamos criando uma conexão direta entre o produtor e a indústria, garantindo mais competitividade para o setor têxtil de Mato Grosso. Com isso, conseguimos fortalecer a industrialização do algodão dentro do Estado, ampliar investimentos e gerar empregos”, destacou o secretário.

Para os produtores rurais, o programa cria novas possibilidades de mercado e maior integração com a indústria local. Já para o setor industrial, a expectativa é ampliar a competitividade e criar um ambiente mais favorável à expansão das empresas já instaladas e à atração de novos investimentos. Além disso, o programa também deve impulsionar a geração de empregos, aumentar a circulação de renda nos municípios e estimular o desenvolvimento econômico regional.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o programa representa um passo importante para ampliar a industrialização da produção mato-grossense e fortalecer a geração de empregos no estado.

“Temos urgência em transformar o algodão em produto dentro do nosso estado e oportunizar a geração de emprego e renda. O que estamos fazendo hoje é extremamente representativo para o setor têxtil e para Mato Grosso. É um passo que está sendo dado e certamente, em breve, nós estaremos aqui falando sobre todos os ganhos que estão acontecendo dentro dos programas governamentais para industrializar nossa produção”, afirmou.

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O programa de verticalização se soma a outros incentivos e políticas já implementados pelo Governo de Mato Grosso voltados à competitividade da indústria. Entre eles estão a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre o algodão destinado à indústria de fiação mato-grossense e os incentivos concedidos pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

Atualmente, não há incidência do Fethab sobre a saída da pluma destinada exclusivamente à indústria de fiação instalada no estado. A medida reduz o custo de aquisição da matéria-prima e fortalece a competitividade da produção local.

Em relação ao Prodeic, o Governo do Estado aplica redução do ICMS para a indústria têxtil, permitindo que a carga tributária efetiva seja reduzida para 1,2% nas operações interestaduais e de 2,55% a 3,4% nas operações internas.

Acompanharam o lançamento do programa o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Dimorvan Brescancim, o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo, o secretário adjunto de Indústria, Comércio e Empreendedorismo, Anderson Lombardi, o ex-senador Cidinho Santos, o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, além de representantes de associações, federações, sindicatos, cooperativas e indústrias do setor têxtil e da cadeia produtiva do algodão em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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