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“Agora dá vontade de sonhar mais alto”: nova escola muda a rotina e renova a esperança de famílias da zona rural

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Para quem acorda antes do sol nascer e vai estudar logo cedo, a escola sempre representou esforço, persistência e fé no futuro. Nesta sexta-feira (19.12), esse sentimento ganhou um novo capítulo para estudantes e famílias do bairro Jardim Luciana e da zona rural de Primavera do Leste, com a inauguração do novo prédio da Escola Estadual Professora Maria Sebastiana de Souza.

Entre sorrisos tímidos e olhares curiosos, os próprios alunos traduziram o impacto da mudança. Morador do assentamento Rio Café, o estudante Ramiro Soares, de 14 anos, não escondeu a empolgação ao conhecer a nova estrutura. “Aqui eu já me sentia em casa, mesmo no prédio antigo, que não era nada bom. Agora está tudo novinho. Vou começar o oitavo ano mais animado e com a certeza de que posso ser alguém no futuro”, disse.

No pátio, Ana Ziza, de 13 anos, aluna do 7º ano, preferiu demonstrar o que sentia com um gesto simples: mãos sobre o peito e um sorriso largo. Quem colocou as palavras foi o pai, Antônio Sérgio, emocionado. “A gente aprova a escola logo na chegada. Tudo é bonito, organizado. Tem espaço para brincar, jogar bola, biblioteca, salas com ar-condicionado. É tudo o que um pai quer para ver a filha estudar feliz”, afirmou.

O sentimento de transformação também foi compartilhado por Joelma Pereira Barreira, mãe da estudante Naila Sofia, de 13 anos. Enquanto a filha aproveitava o lanche do intervalo, ela observava o novo ambiente com admiração. “Ganhamos uma escola completamente diferente. Tudo é amplo, bem iluminado, ventilado. Não consigo imaginar algo melhor do que isso para minha filha”, disse.


Vanderson Antules: “Ver o governador aqui, inaugurando pessoalmente, mostra respeito com nossas famílias”

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Para Vanderson Antunes, que terá um filho e uma sobrinha matriculados em 2026, o novo prédio apaga as lembranças das dificuldades antigas. “A gente até esquece como era antes. Só tenho a agradecer. Foi uma promessa feita e cumprida. Ver o governador aqui, inaugurando pessoalmente, mostra respeito com nossas famílias”, destacou.

Com 25 anos de atuação na educação, a diretora Marilza Silva Ramalho também se emocionou ao falar do momento. “Receber uma escola pública novinha, com estrutura de escola particular, é a realização de um sonho. Atendemos estudantes em situação de vulnerabilidade social, e esse espaço promove cidadania, pertencimento e autoestima. Aqui eles se sentem valorizados”, afirmou.

A nova unidade foi entregue pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e conta com 16 salas de aula, laboratório de profissões e quadra poliesportiva com vestiários. O investimento total foi de R$ 7,3 milhões, voltado especialmente para atender estudantes da zona rural.

Para Alan Porto, o significado da obra vai além da infraestrutura. “Essa escola representa cuidado com quem mais precisa. Quando o estudante se sente acolhido, ele permanece, aprende mais e acredita no futuro. É isso que ouvimos hoje aqui, diretamente de pais e alunos”, afirmou.

Fundada em 2014, a Escola Estadual Professora Maria Sebastiana de Souza atende atualmente 921 alunos, em dois turnos diurnos, do Ensino Fundamental – Anos Finais e do Ensino Médio. O trabalho é garantido por 99 professores e 18 servidores administrativos, que acompanham de perto a rotina dos estudantes.

Rede estadual em crescimento

Primavera do Leste conta atualmente com 11 escolas estaduais, entre unidades urbanas, rurais, militares e cívico-militares. Em 2025, a rede estadual atendeu 7.612 estudantes, com o apoio de 818 servidores.

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A expectativa para 2026 é de crescimento, com a chegada de cerca de 1.400 alunos da rede municipal, que passarão a cursar o 6º ano do Ensino Fundamental na rede estadual.

Desde 2019, além da nova escola, a Seduc já entregou no município duas reformas e ampliações das escolas estaduais Maria Sebastiana e Sebastião patrício, com investimento de R$ 3,1 milhões.

Além disso, entregou cinco quadras poliesportivas nas escolas estaduais Campo Vila União, Professora Alda Scopel, Paulo Freire, Getúlio Vargas e Militar Tiradentes Welton Duarte (Padre Onesto Costa) no valor de R$ 4,8 milhões.

Em mobiliários e equipamentos para as escolas estaduais de Primavera do Leste a Seduc investiu R$ 7,8 milhões no mesmo período. Já as escolas da rede municipal receberam investimento de R$ 645 mil em mobiliários e equipamentos.

Em planejamento para 2026, está a construção do Colégio Estadual Integrado CEI Paulo Freire, com investimento de R$ 2,1 milhões e a licitação para ampliação da Escola Estadual Getúlio Vargas, com investimento de R$ 6,5 milhões.

Para o secretário, com portas abertas e estrutura renovada, a Escola Estadual Professora Maria Sebastiana de Souza passa a ser mais do que um espaço de ensino. Torna-se um ponto de transformação e esperança para as famílias de Primavera do Leste e da zona rural do município.

“Cada obra entregue é um compromisso cumprido. Estamos preparando a rede estadual para crescer com qualidade, garantindo que nenhum estudante fique para trás, seja na cidade ou no campo”, concluiu o secretário Alan Porto.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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