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Ager-MT recebe agência de Goiás para troca de experiências e fortalecimento da regulação

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MATO GROSSO

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) recebeu nesta segunda-feira (14.4), a visita institucional da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR-GO). A agenda, que segue até esta terça-feira (15.4), tem como objetivo promover a troca de experiências e fortalecer a cooperação técnica entre as duas instituições nas áreas de regulação e fiscalização de serviços públicos.

A comitiva goiana foi recepcionada pela presidência e por equipes técnicas da Ager-MT na sede da agência, em Cuiabá. Ao longo do primeiro dia, foram realizadas reuniões e apresentações técnicas com foco nos processos regulatórios adotados em Mato Grosso, com destaque para os setores de transporte intermunicipal, concessões rodoviárias e saneamento básico.

O presidente da Ager-MT, Luis Nespolo ressaltou a importância da aproximação entre as agências reguladoras estaduais.

“Estamos muito orgulhosos com a visita da AGR Goiás. Há bastante tempo eles vêm pedindo essa agenda de compartilhamento de boas práticas e há pouco meses também estivemos em Goiás. Tenho certeza de que os dois lados produzirão bons frutos dessa troca, muita coisa boa eles vão adotar e nós faremos o mesmo”, afirmou.

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Já o presidente da AGR-GO, Vagner Oliveira Gomes, elogiou o trabalho desenvolvido pela agência mato-grossense.

“Primeiro quero agradecer a gentileza da Ager-MT em nos receber, somos agências irmãs, vizinhas, e para nós têm sido um momento muito rico de trocas de conhecimento. Embora cenários distintos, percebemos muitas similaridades em nossas operações. Já acompanhávamos o trabalho desenvolvido aqui em Mato Grosso e saímos satisfeitos neste primeiro dia de encontro”, disse.

Nesta terça-feira, a programação prevê uma visita técnica ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Ager-MT onde são monitorados, em tempo real, via GPS e câmeras, nove empresas que operam o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP); e ao Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá.

A gestão do terminal foi concedida pelo Governo de Mato Grosso à iniciativa privada em maio de 2021, e a autarquia mato-grossense é responsável pela regulação e fiscalização do serviço público concedido.

Atualmente, o terminal passa por uma grande obra de reestruturação, a primeira desde a sua inauguração, em 1979. As melhorias estão previstas para serem concluídas ainda no primeiro semestre deste ano. Mais de 1,8 milhão de pessoas circulam anualmente pelo local.

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Fonte: Governo MT – MT

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Justiça reconhece omissão do Estado em homicídios ordenados da prisão

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A Justiça reconheceu a omissão do Estado de Mato Grosso no controle de comunicações ilícitas no sistema prisional em ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá). A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ao apontar falhas no dever de guarda, custódia e fiscalização de pessoas privadas de liberdade, reconhecendo ainda a violação do direito difuso à segurança pública em razão da persistência de mecanismos ilegais de comunicação entre presos e o meio externo. A sentença estabelece que o Estado apresente, no prazo de 120 dias, um plano estruturado de prevenção e controle das comunicações ilícitas nas unidades prisionais relacionadas aos fatos investigados. O documento deverá contemplar diagnóstico das deficiências existentes, medidas administrativas, operacionais e tecnológicas, cronograma de execução e previsão dos recursos orçamentários necessários. A decisão também determina o aperfeiçoamento dos protocolos de monitoramento de presos com histórico de liderança em organizações criminosas e a implantação de mecanismos de rastreabilidade de celulares, chips e outros dispositivos apreendidos.A ação foi proposta após investigação do Ministério Público reunir elementos que demonstraram a continuidade da atuação criminosa de detentos mesmo durante o período de custódia estatal. Entre as provas apresentadas estão decisões judiciais transitadas em julgado que comprovaram o comando de homicídios, tráfico de drogas e outros delitos por pessoas recolhidas em unidades prisionais do estado.O Ministério Público também apresentou dados que evidenciam a dimensão do problema, como a apreensão de 1.155 aparelhos celulares em um período de 24 meses na Penitenciária Central do Estado (PCE). Para o MPMT, os números revelam falhas sistêmicas no controle das comunicações ilícitas e na contenção da atuação de lideranças criminosas dentro dos estabelecimentos penais.Embora tenha obtido o reconhecimento da omissão estatal e a determinação de medidas estruturais para corrigir as irregularidades apontadas, o Ministério Público recorrerá da sentença em relação ao pedido de indenização por dano moral coletivo. Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, além das quatro condenações com trânsito em julgado de pessoas que estavam presas e mesmo assim ordenaram o cometimento de assassinatos de dentro da cadeia, outros elementos produzidos durante a investigação demonstram que as falhas identificadas causaram prejuízos à coletividade, razão pela qual o MPMT buscará a reforma parcial da decisão.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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