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Marcelo Portocarrero

Momento Distópico

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Marcelo Portocarrero

Momento Distópico

Não se trata de filosofia política ou ideológica — seja lá o que for isto que estamos vivenciando. Parece ser uma daquelas situações em que a realidade imita uma sombria ficção científica, onde o mal prevalece sobre o bem. Vivemos uma espécie de distopia moral, uma ocasião em que pertencer ao grupo de pessoas educadas, preparadas e formadas para a simplicidade, a honestidade e a competência faz com que nos sintamos estrangeiros em nosso próprio país. Nesses dias, a integridade parece mais um espantalho tentando afastar os corvos da plantação do que o insumo para uma boa colheita.

Meus pais, mentores e mestres me formaram para ser um competidor capaz de buscar o sucesso sem a necessidade de recorrer a meios ilegais ou imorais para alcançar uma posição estável. Ensinaram-me a buscar o mérito para, assim, ter condições de ajudar quem precisa; a saber estender a mão para dar, colaborar, receber ou, às vezes, apenas segurar firmemente a de quem a estende.

Minha vida, e a de muitas pessoas que conheço, confunde-se com esses propósitos. Às vezes penso que poderia ter me esforçado ainda mais para, talvez, ser útil de outras maneiras. No entanto, levei rasteiras e enfrentei a incompreensão justamente por ser assim: colaborador, disponível, por estender a mão e agir de forma simples; por ajudar alguém a se levantar ou mesmo por empurrar, sempre para a frente, no sentido de realizar e nunca para trás, evitando assim a frustração. O choque é inevitável quando esses valores colidem de frente com a realidade pragmática e muitas vezes cínica do mundo atual, onde a conveniência imediata soterra os princípios de longo prazo.

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Espero ter transmitido esse legado aos meus filhos, embora saiba que o terreno onde eles pisarão é hostil. Saber ser bom é difícil, ao contrário da facilidade com que se pratica o mal. Fazer o mal é tão incompreensivelmente fácil e corriqueiro que, mesmo sem perceber as consequências — ou seriam inconsequências? — de seus atos, as pessoas não se contêm. A maldade praticada por ignorância, sem a percepção de que há outros a serem atingidos, não difere em resultado daquela cometida deliberadamente. De um jeito ou de outro, ela alcançará alguém com seu efeito atroz.

Exemplo claro desse cinismo é o ciúme da incompetência. Esse tipo de ressentimento, na maioria das vezes mais comum entre os homens, surge constantemente como uma reação violenta à competência e à honestidade alheias. Numa inversão de valores típica do nosso tempo, a retidão funciona como um repelente instantâneo, que renega, despreza e afasta quem possui esses predicados de forma concomitante, ao ponto de transformá-los em verdadeiros estigmas negativos.

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Não é fácil ser solidário a uma pessoa que é, ao mesmo tempo, competente e honesta. Sobretudo em um mundo onde o perfil profissional frequentemente buscado por quem detém o poder é o exato oposto deste — onde o pacto da mediocridade é mais seguro para os poderosos do que o espelho desconfortável da excelência.

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Marcelo Portocarrero

O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

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O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

Não existe acaso na engrenagem que move o destino de uma nação. Nada é NOVIDADE, tudo é fato, nada mais que FATO.

No tabuleiro do poder, admiro profundamente quem tem em mente a certeza de que é sabedoria aplicar as quatro operações matemáticas na política que se vai à frente. Quem não sabe somar e multiplicar na hora certa, acaba dividindo a própria base e subtraindo as chances de vitória.

É levando isso em consideração que antecipamos o que pode estar por vir. Logo ali, no segundo turno dessas eleições, as máscaras vão cair. Saberemos, com precisão cirúrgica, quem quer unir forças de VERDADE e quem, por pura vaidade, espera um apoio incondicional por se achar dono exclusivo da oportunidade de colocar o BRASIL nos trilhos do progresso.

O grande teste de caráter político reside justamente aí. O progresso só teria valor significativo se o fosse sem dever FAVORES e sem fazer os ACORDOS esdrúxulos e desonestos que costumam fatiar o Estado na surdina das tramas que acontecem por detrás das coxias —vide a eleição e provável reeleição de atual presidente do Senado.

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A verdadeira liderança não se vende e nem compra aliados com promessas espúrias, até porque tanto na vida pública como na privada, colhe-se o que se planta através das palavras e das alianças. “Não é possível voltar atrás em tudo o que se diz nem do que se ouve. Portanto, cuida do que falas e seleciona bem de quem escutas.” No calor do processo eleitoral, comprometer-se com a retórica errada ou dar ouvidos a conselheiros mal-intencionados é um caminho que costuma não ter volta.

A matemática do segundo turno não perdoa a soberba e nem o erro de cálculo. Quem estiver enfrentando a esquerda na hora da DISPUTA FINAL precisará, obrigatoriamente, do apoio de TODOS que lutam pela causa conservadora. Não é momento para purismos cegos ou projetos de poder individuais. Diante do abismo, a união consciente é o único caminho viável.

O recado está dado e o cenário desenhado. Não há espaço para hesitação.

O BRASIL PRECISA ENDIREITAR!

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