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Marcelo Porto Carrero

Momento Conservador

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Marcelo Porto Carrero

Escrevo este texto para promover a necessária, saudável e pertinente discussão sobre os objetivos do que precisamos seja, em Mato Grosso, a causa da preservação do movimento conservador, que renasceu no país alguns anos antes das eleições de 2018 e serviu para mostrar ao mundo que esse sentimento estava apenas adormecido, latente em nossos corações, mas acordou, foi personalizado no presidente eleito naquela ocasião e continua firme e forte entre nós.

O que nos garante essa realidade é o que aconteceu naquela ocasião. Sim, porque naquela ano não tivemos uma eleição, mas uma reação ao que vinha ocorrendo no pais após seguidos governos de esquerda, os tais progressistas, na busca de sua eternização no poder. Todos nós sabemos o que aconteceu de lá para cá graças à falta de coesão, pensamento e ação política da direita remanescente.

Movimento este que ficou letárgico por 30 anos, desde a promulgação da constituição de 1988, a tal constituição cidadã, abafado que foi pela inexistência de lideranças políticas realmente conservadoras e devido à falta de coragem dos políticos que se apresentavam como sendo de direita naquelas três últimas décadas, e não eram.

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O que agora foi confirmado é que seus interesses pessoais e benefícios escusos sempre estiveram à frente das máximas que determinam os objetivos conservadores, quais sejam, a família, a moral, os bons costume, a propriedade privada, a liberdade de ir e vir, de pensamento, expressão e credo.

Das imagens que vimos desde o final do ano passado, sempre será importante recordarmos das reações das pessoas integras e honestas, brasileiros e brasileiras como nós. Lembrar do desconforto estampado em seus rostos, do tom de suas vozes, do abatimento em seus semblantes e do desânimo contido em suas palavras sem sequer sabermos o que ainda estava por vir.

Não minha gente, não há quem não tenha vivido a mesma sensação de frustração ao se dar conta que nosso país, nossa nação e nossa pátria foram aos poucos deixando de existir porque, desde então, estiveram permanentemente deixadas ao descaso pela exacerbação proposital do conceito progressista de republica que, na prática, apesar de tê-las como partes integrantes do texto constitucional, em nada foram consideradas nos governos de esquerda, como esse que aí está e enche o peito ao proclamar que tomou o poder.

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Para terminar, acredito ser importante ao conservadorismo que nos empenhemos ainda mais no sentido de manter acesa a chama que ressurgiu através do governo eleito em 2018 para que as sementes plantadas sejam adubadas com a melhor força que temos, nosso patriotismo, que sejam convenientemente protegidas por procedimentos legais e adequados para que possam germinar, florescer e dar bons frutos.

“O conservador pensa na política como um meio de preservar a ordem, a justiça e a liberdade. O ideólogo, pelo contrário, pensa na política como um instrumento revolucionário para transformar a sociedade e até mesmo transformar a natureza humana na sua marcha em direção à utopia. O ideólogo é impiedoso.” Russell Kirk (1918 – 1994), teórico político americano.

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Marcelo Porto Carrero

A Postura de André Mendonça

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A Postura de André Mendonça

This is the Way não é um slogan. É uma âncora ontológica. Traduzido ao pé da letra, é “Este é o caminho”. Mas “Como deve ser” é mais devastador. Mais brasileiro. Mais verdadeiro.

Se Din Djarin, o protagonista da série The Mandalorian, da Disney, tivesse uma toga do Supremo, ele se chamaria André Mendonça. Na série, quando perguntam se ele concluiu a missão, ele não diz um “sim” elaborado. Diz apenas: como deve ser.

No STF, o lema seria o mesmo. Quando pressionado, quando encurralado pela máquina, quando a PGR pede, a Polícia Federal avança e os corredores do STF cochicham, a resposta dele não seria um parecer de 30 páginas. Seria uma postura.

Como deve ser.

Não por teimosia. É o Credo. É a verdade sobre o que, como e por que a coisa deveria ser feita.

O que deveria ser feito: guardar a Constituição, não a conveniência.

Enquanto a Corte foi se transformando em palco de inquéritos sem fim, de investigações de ofício e de censura travestida de defesa da democracia, a postura adequada de um ministro não é negociar o texto. É guardá-lo. Protegê-lo.

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Mendonça faz o que deveria ser feito. Ele vota como deve ser. Ele pede vista como deve ser. Ele diverge como deve ser. Num tribunal onde a maioria já decidiu que o processo é o inimigo a ser destruído, ele é o único que ainda respeita o rito. Este é o ato mais revolucionário possível.

Como deveria ser feito: sem espetáculo, sem tuíte, sem vazamento.

Os inimigos dele no STF, na PGR e na Polícia Federal operam como deve ser no novo sistema: operação na madrugada, com nota na imprensa e manchete no Jornal Nacional.

Mendonça opera como deve ser no sistema antigo, no correto. Silencioso. Nos autos. Com voto técnico. Sem performance para a claque. Sem recado para a mídia.

É a ética mandaloriana aplicada à toga: o trabalho não precisa de plateia. Precisa de integridade. Quando todos querem holofote, ele é o único que ainda lembra o que é ser juiz. O único que fica na sombra do processo. Restrito.

Por que deveria ser feito: porque alguém precisa não só dizer, mas também mostrar que o correto existe e persevera.

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Quando a PGR se torna partido de acusação política e a Polícia Federal se torna braço de inquéritos atípicos, o Supremo precisa de um homem que lembre que existe um caminho. Um caminho onde o direito de defesa ainda existe. Onde juiz não investiga. Onde o Ministério Público não milita. Onde a polícia não escolhe alvo por ideologia.

A postura firme de Mendonça é devastadoramente conclusiva exatamente por isso. Ele não discute. Ele não entra no jogo dos inimigos. Ele apenas afirma, com cada voto vencido, com cada divergência solitária:

Existe um jeito certo. E eu vou fazê-lo como deve ser.

E quando a história desse período for escrita, não vai importar quantas operações foram deflagradas ou quantos inimigos se levantaram contra ele no plenário. Vai importar quem manteve o Credo.

Como deve ser.

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