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Em subseção, Simonetti fala sobre necessidade de interiorizar a OAB

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O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, inaugurou na manhã desta segunda-feira (15/8) as obras de revitalização da subseção de Taguatinga, que faz parte do Distrito Federal e tem cerca de 4 mil inscritos. A ida de Simonetti à subseção é parte do projeto de interiorização da Ordem em todo o país. Ele foi acompanhado pela presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada e conselheira federal pelo DF, Cristiane Damasceno, pelo procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Alex Sarkis, pelo presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva, e pela vice-presidente da OAB-DF, Lenda Tariana. 

A obra inaugurada inclui aumentar o auditório e construir 10 salas para atendimento e audiências, um coworking e um fraldário. O prédio não será ampliado, mas a remodelação permitirá o melhor aproveitamento do espaço, solucionará problemas de manutenção e adequará as instalações para acessibilidade.  

“A advocacia de fora das capitais não pode mais esperar para ser alcançada pelo braço do Conselho Federal”, disse Simonetti. “O que está acontecendo aqui nada mais é do que sonharmos juntos. Durante mais de 20 anos de advocacia, eu ouvi no Amazonas que o advogado do interior tem dificuldade para trazer a voz do jurisdicionado à Justiça. Esse é, então, um projeto humanitário. A Ordem se fará presente em todo o interior do Brasil por meio de suas seccionais e subseções”, afirmou.  

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Délio Lins e Silva reforçou a necessidade das ações inclusas no projeto de interiorização da OAB Nacional. “A gente vai lembrando do início da gestão passada, quando eram 11 subseções. Criamos mais seis na primeira gestão. O que mostra que esse projeto de interiorização realmente nos dá muito orgulho de que já estávamos no caminho certo”, disse o presidente da seccional. 

O presidente da subseção, Flávio Fonseca, afirmou que a reforma é necessária há muito tempo. “São mais de 15 anos que a nossa casa espera por melhorias. A advocacia mudou. E hoje a nossa sede não atende mais a categoria. O prédio recebia mais de 200 pessoas e hoje são mais de mil por mês”, disse. Segundo ele, a pandemia fez com que a advocacia sofresse mais com a crise econômica e que muitos escritórios fechassem as portas, aumentando a demanda por espaço na subseção.

No dia 28 de julho, Simonetti esteve em Cianorte (PR) para a inauguração da subseção e em 31 de julho esteve na cidade de Lucas do Rio Verde (MT) para evento beneficente. Neste mês de agosto, o presidente do CFOAB irá visitar as cinco regiões do país levando serviços, inaugurações, ordens de serviço.

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Fonte: OAB Nacional

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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