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“Eleições expressam a visão do futuro do país”, diz Lewandowski ao votar

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou na manhã deste domingo (2) num colégio de Brasília (DF) e, ao deixar a seção, em rápida entrevista, afirmou que o eleitor está comparecendo às urnas de forma pacífica, segura e tranquila, exercendo o seu direito e cumprindo, ao mesmo tempo, um dever.

“É muito importante que todos compareçam às urnas para que possam expressar a visão que têm do futuro do Brasil”, afirmou. O ministro disse que votou rapidamente e, mais uma vez, comprovou a segurança, a adequação técnica e a eficiência das urnas eletrônicas, “instrumento eficaz para expressão da vontade popular”.

Segurança das urnas

Perguntado sobre o documento do Partido Liberal (PL) que lançou dúvidas sobre o processo eleitoral há quatro dias do pleito, Lewandowski afirmou que não tem nenhuma credibilidade. Segundo ele, sempre haverá inconformados com o resultado das eleições.

O ministro reafirmou, ainda, a confiança no sistema de votação. “Temos as urnas auditadas hoje por representantes da sociedade civil, pelos próprios servidores do TSE, pelas Forças Armadas, pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas. Os cidadãos podem ter certeza de que aquilo que expressarem nas urnas como a sua vontade política resultará na apuração, sem nenhum problema”.

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O ministro acompanhará o andamento da votação e o processo de apuração dos resultados na sede do TSE.

VP//CF

Fonte: STF

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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