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Capacitação em Processo Disciplinar estreia giro nacional pelo MT

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A seccional da OAB no Mato Grosso foi a primeira a receber o projeto “Capacitação em Processo Disciplinar”, da OAB Nacional. Realizado na tarde desta 2ª feira (7/3), a estreia do projeto transcendeu fronteiras e recebeu adesão de dirigentes e membros de câmaras e tribunais de ética que atuam no processo disciplinar da Ordem de outras 10 seccionais, que participaram como ouvintes.

É a primeira vez na história que um programa nacional para capacitar todos os julgadores que atuam no sistema ético-disciplinar da OAB é realizado. Ao todo, 170 pessoas participaram dessa primeira edição, incluindo todos os integrantes da diretoria nacional da OAB.

A responsável pelo evento é a advogada Milena Gama, secretária-geral adjunta da OAB Nacional, corregedora nacional da Ordem e presidente da Segunda Câmara do Conselho Federal.

“Por considerarem a importância do evento, outras seccionais pediram para participar como ouvintes. Daí esse número expressivo de 170 participantes. Isso dá uma dimensão da importância acerca da preparação dos dirigentes de Ordem para permitir a unificação de procedimentos a nível nacional e mostra que acertamos em cheio nesse projeto”, afirmou a diretora nacional da OAB.

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Funcionamento

Os cursos do Capacitação em Processo Disciplinar da OAB são ministrados ao vivo, sob a coordenação da secretária-geral adjunta. As aulas desta 2ª feira foram ministradas pelo professor e o advogado Elton Sadi Fülber, que foi corregedor nacional-adjunto da OAB de 2013 a 2018, membro relator da comissão redatora do Manual de Procedimentos do Processo Ético-Disciplinar da OAB e atualmente é presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Rondônia (CAARO). Em um primeiro momento, por causa da pandemia, as aulas ocorrem por videoconferência. 

“Foi um início bastante promissor. Tivemos um retorno muito positivo dos membros de todas as seccionais que participaram e isso, além de gratificante, é motivador para todos os envolvidos”, acrescentou Milena.

“A Corregedoria Nacional merece todo incentivo nesse projeto inédito e a presença de todos os membros da diretoria nessa primeira edição dá a medida do respaldo que pretendemos dar”, afirmou o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.

“Uma proposta de capacitação desse porte é do interesse da advocacia e da sociedade como um todo porque tratamos aqui de processos ético-disciplinares. Unificar os procedimentos certamente tornará os critérios mais claros e dinamizá-los contribuirá para esclarecer situações que demandam soluções. Ganha a advocacia, mas acima de tudo, ganha o Brasil”, completou Simonetti.

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Incentivo e respaldo

Também participaram do evento o vice-presidente da OAB, Rafael Horn, a secretária-geral, Sayury Otoni, e o diretor-tesoureiro, Leonardo Campos. Estiveram presentes ainda o vice-presidente da OAB-MT, José Carlos de Oliveira Guimaraes Júnior e todos os membros do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) do Conselho Seccional da OAB-MT: Jorge Luiz Miraglia Jaudy (presidente), Antonio Luiz Ferreira Da Silva (vice-presidente), Marcos Vinícius Nunes Ramalho (secretário-geral) e Cristiano Alcides Basso (secretário-adjunto).

Como ouvintes, participaram membros que atuam no processo disciplinar das seccionais do Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Rondônia e Rio Grande do Sul. O objetivo do projeto é unificar procedimentos e democratizar e simplificar a dinâmica procedimental dos processos disciplinares. O curso é voltado aos integrantes dos setores de ética e disciplina de todo o Sistema OAB.

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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