JURÍDICO
A JE Mora ao Lado: mesário viaja para a cidade onde nasceu para votar e trabalhar nas eleições
JURÍDICO
Domicílio eleitoral é o lugar de residência ou moradia onde o eleitor votará nas eleições, ou seja, onde vai exercer o direito ao voto. Também é o município onde vai concorrer, caso queira se candidatar. Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é também o lugar onde o eleitor tem vínculos políticos, sociais, patrimoniais e profissionais.
Veja vídeo no canal do TSE no YouTube.
Na prática, isso quer dizer que quem está morando em outra cidade a estudo ou a trabalho não está obrigado a transferir o domicílio eleitoral se o vínculo afetivo é maior com a cidade de origem.
Esse é o caso do analista de Tecnologia da Informação Eder José Godinho, de 42 anos. Mesmo morando em Brasília há bastante tempo, mantém o endereço eleitoral em Antônio Prado de Minas (MG), onde nasceu.
Segundo ele, por ter fortes vínculos na cidade, durante todas as eleições, além de votar também trabalha como mesário. Eder José conta que se organiza com antecedência para viajar. “Na minha cidade as pessoas são bastante ligadas nas escolhas políticas. A maioria delas ou são filiadas ou participam como mesário ou fiscal de partido. E eu sou um desses casos. Por isso, desde que saí de lá com 18 anos, sempre mantive o compromisso de participar de alguma forma”, contou.
Como a cidade é bem pequena, o analista acaba conhecendo quase todo mundo da seção em que trabalha. “Sei quem vota pela manhã, quem vota à tarde e quem deixa para ser o último eleitor,” brincou. Para ele, o trabalho do mesário e demais trabalhadores da Justiça Eleitoral é fundamental.
“Vivemos em uma realidade onde as pessoas são diferentes e, independentemente disso, todos têm o direito de manifestar a própria vontade na festa da democracia, que é a eleição. E o papel do mesário é justamente o de contribuir para que isso ocorra da melhor maneira possível e justa para todos”, disse.
Eder conta que sempre tenta deixar um recado para que todas as pessoas:
“levem a sério as eleições, lembrem-se que o direito de votar e escolher seus representantes políticos foi conquistado a duras penas”.
Série Mesários – a JE Mora ao Lado
Essa história faz parte da série Mesários – a Justiça Eleitoral Mora ao Lado. Os textos serão publicados ao longo do ano, a partir de fevereiro, mês em que a Justiça Eleitoral comemora 90 anos. A ideia é mostrar que a atuação para garantir o processo democrático por meio das eleições só é possível graças às mesárias e aos mesários que participam ativamente do processo eleitoral em todo o país.
IC/CM
ARTIGOS
Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
-
Marcelo Porto Carrero4 dias atrás12+1
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura cumpre metas fiscais e reduz déficit de liquidez em cerca de R$ 500 milhões
-
POLÍTICA6 dias atrásPrograma Por Dentro do Parlamento aproxima população da ALMT e fortalece formação cidadã
-
ESPORTES6 dias atrásEspanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
-
ESPORTES4 dias atrásSantos goleia Universidad Central na Venezuela e abre vantagem nos playoffs da Sul-Americana
-
Turismo4 dias atrásFérias escolares no Norte: roteiros para desbravar a Amazônia em família
-
Turismo6 dias atrásConheça Olinda: onde cultura e tradição atraem turistas durante todo o ano num dos mais bem preservados centros históricos do Brasil
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVG em Ação leva serviços de zeladoria e mobilidade aos bairros Cohab Santa Fé, Marajoara, Serra Dourada e região do Cristo Rei nesta segunda-feira (20)



