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Vingadoras vencem o São Paulo em confronto direto pelo Brasileirão Feminino

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A equipe feminina de futebol do Atlético venceu o São Paulo por 1 a 0 na noite desta sexta-feira (14). O único gol da partida foi marcado pela atacante Ludmila, aos 38 minutos do 1º tempo. O jogo foi válido pela 7ª rodada do Brasileirão Feminino Neoenergia.

Com o resultado, o time comandado interinamente por Vantressa Ferreira subiu provisoriamente duas posições na tabela de classificação, pulando do 8º para o 6º lugar, com 12 pontos. Independentemente do resultado do confronto entre Grêmio-RS e Flamengo-RJ, o Galo terminará a rodada, na pior das hipóteses, na 7ª posição.

As Vingadoras venceram com Raíssa; Bárbara Melo (Leidiane), Karol Bermúdez, Bruna Cotrim e Katielle; Gabi Arcanjo (Jorelyn), Dayana Rodriguez e Neném (Rafa); Ludmila, Soraya (Luana Spindler) e Manuela Paví (Ingrid Guerra).

A lateral direita Bárbara Melo, a meio-campista Gabi Arcanjo e a atacante Manuela Paví foram advertidas com o cartão amarelo pela árbitra Francielly Fernanda Lima de Castro. Erica Mara da Silva Lopes e Ricardo Junio de Souza foram os árbitros assistentes.

O próximo compromisso da equipe será no dia 23 de abril, às 18h, contra o Palmeiras-SP. A partida, válida pela 8ª rodada da competição, será na Arena Barueri, em Barueri-SP.

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Confira a sequência de jogos das Vingadoras no Brasileirão:

8ª rodada – 23/04 – 18h – Palmeiras-SP (fora)
9ª rodada – 28/04 – 19h – Bahia-BA (em casa)
10ª rodada – 07/05 – 15h – Avaí-Kindermann-SC (fora)
11ª rodada – a definir – Internacional-RS (em casa)
12ª rodada – a definir – Santos-SP (fora)
13ª rodada – a definir – Corinthians-SP (fora)
14ª rodada – a definir – Real Ariquemes-RO (em casa)
15ª rodada – a definir – Ceará-CE (fora)

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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