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Vasco perde para o Vitória e entra na zona de rebaixamento do Brasileirão

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A má fase do Vasco da Gama se aprofundou neste sábado (10.05), com uma derrota de virada para o Vitória por 2 a 1, no estádio Barradão, em Salvador. O jogo, válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, marcou a terceira derrota consecutiva do clube carioca na temporada.

O atacante argentino Vegetti abriu o placar para o Vasco, mas Renato Kayzer, em noite inspirada, marcou os dois gols que garantiram a vitória para o time baiano.

Rebaixamento à vista

Com este resultado negativo, o Vasco amarga a 17ª posição na tabela, entrando na zona de rebaixamento com apenas sete pontos conquistados. O Botafogo, primeiro clube fora do Z4, soma oito pontos. O Vitória, por sua vez, respirou na competição, subindo para a 13ª posição, com nove pontos, ultrapassando o próprio Vasco.

O Jogo

O primeiro tempo foi movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque. Aos 13 minutos, Wellington Rato teve a primeira oportunidade para o Vitória, mas a defesa vascaína conseguiu interceptar o chute. O time da casa cresceu na partida e quase abriu o placar aos 23, quando Jamerson finalizou para uma grande defesa de Léo Jardim.

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O Vasco respondeu aos 26, com Rayan exigindo boa intervenção do goleiro Lucas Arcanjo. A situação do Vitória se complicou aos 34, com a expulsão de Matheuzinho. O Vasco aproveitou a vantagem numérica e, aos 41, Piton cruzou para Vegetti, que cabeceou para o fundo das redes, abrindo o placar para os cariocas.

Na segunda etapa, o Vasco manteve a pressão, mas o Vitória mostrou valentia e conseguiu o empate aos 14 minutos. Após cobrança de falta na área, Edu cabeceou, Léo Jardim defendeu, mas Renato Kayser apareceu para igualar o marcador.

O Vasco não se abateu e seguiu no ataque, com Puma Rodríguez assustando em um chute perigoso. O Vitória respondeu com Baralhas, que também levou perigo ao gol de Léo Jardim.

Nos minutos finais, o jogo ganhou em emoção. Hugo Moura e Vegetti tiveram chances de marcar para o Vasco, enquanto Gustavo Mosquito acertou a trave para o Vitória. Aos 43, em mais uma bola parada, o Vitória virou o jogo. Gustavo Mosquito desviou e Renato Kayser, novamente, marcou, selando a vitória para o time da casa.

Próximos desafios

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O Vasco terá a chance de se reabilitar diante de sua torcida, no próximo sábado, em São Januário, contra o Fortaleza. Já o Vitória terá um clássico pela frente, no domingo, contra o Bahia, na Fonte Nova.

FICHA TÉCNICA

VITÓRIA 2 X 1 VASCO DA GAMA

Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão), Salvador (BA)
Data: 10/05/2025
Hora: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO-Fifa)
Assistentes:  Bruno Raphael Pires (GO-Fifa) e Fabrini Bevilaqua Costa (SP-Fifa)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS-VAR-Fifa)
Cartões amarelos: Janderson (Vitória) / Paulinho, Lucas Piton e Loide Augusto (Vasco)
Cartão vermelho:Matheuzinho (Vitória)
GOLS: Renato Kayser, aos 14′ e 43′ do 2º T (Vitória); Vegetti, aos 41’do 1º T (Vasco)

VITÓRIA: Lucas Arcanjo, Raul Cáceres (Neris), Lucas Halter, Edu e Jamerson; Ricardo Ryller (Baralhas), Ronald, Matheuzinho e Wellington Rato (Fabri); Osvaldo (Renato Kayser) e Janderson (Gustavo Mosquito). Técnico: Thiago Carpini

VASCO: Léo Jardim, Puma Rodríguez, João Victor, Luiz Gustavo e Lucas Piton; Sforza (Tchê Tchê), Paulinho (Hugo Moura) e Philippe Coutinho (Lóide Augusto); Rayan (Adson), Vegetti e Nuno Moreira (Lukas Zuccarello). Técnico: Felipe Loureiro (Interino)

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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