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Vasco encarra o Flamengo hoje pelo 2º jogo da semifinal do Carioca

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Vasco enfrenta seu arquirrival Flamengo neste domingo (19.03), neste confronto decidirá qual dos dois disputará a grande final do Campeonato Cariocão de 2023. O segundo jogo da semifinal reunirá vascainos e flamenguistas no Maracanã, a partir das 18h (de Brasília).

No primeiro confronto das semis, o Flamengo venceu por 3 a 2. Com a vantagem do empate, o Vasco precisa vencer por um ou mais gols para ir à final, enquanto um empate ou vitória do Flamengo garante a ida à decisão.

No Flamengo, Vitor Pereira tem mais problemas para escalar a equipe após a fratura na tíbia do lateral direito Matheuzinho. Recuperado de uma lesão no púbis, Guillermo Varela treinou com o grupo, mas é dúvida e pode dar lugar a Matheus França ou Everton Cebolinha, improvisados na ala direita diante do Vasco.

Outra ausência certa é a joia Matheus Gonçalves, expulso no primeiro jogo. Já o volante Gerson deve retornar ao time após cumprir suspensão automática. Além dele, o zagueiro David Luiz e o lateral esquerdo Filipe Luis devem ficar à disposição após se recuperarem de problemas físicos, mas como opções no banco de reservas.

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Para Maurício Barbieri, é hora de o Vasco mostrar maturidade e deixar a eliminação da Copa do Brasil de lado e ir em busca da vaga na final.

“A gente chega precisando de um resultado simples. É evidente que esse resultado traz um peso, mas aí envolve a maturidade da gente como equipe saber virar a chave,” afirmou.

“Eu acho que, no último jogo, apesar de a gente sair com o resultado adverso, conseguimos enfrentá-los e fazer um jogo parelho. A ideia é que possamos equilibrar novamente e aproveitar melhor nossas oportunidades,” completou.

O Vasco deve ir para o jogo sem alterações em relação ao clássico do último domingo. A única dúvida está no meio de campo, entre Rodrigo e Marlon Gomes.

Ficha técnica

Vasco x Flamengo

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: Domingo, 19 de março de 2023
Horário: 18h (de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Luiz Cláudio Regazone e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha
VAR: Rodrigo Carvalhães de Miranda

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Vasco: Léo Jardim, Puma, Capasso, Léo e Piton; Rodrigo (Marlon Gomes), Andrey Santos e Jair; Gabriel Pec, Pedro Raul e Alex Teixeira
Técnico: Maurício Barbieri

Flamengo: Santos, Varela (Everton ou Matheus França), Fabrício Bruno, Rodrigo Caio e Pablo; Thiago Maia, Gerson e De Arrascaeta, Ayrton Lucas, Pedro e Gabriel Barbosa
Técnico: Vitor Pereira

Fonte: Agência Esporte

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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