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São Paulo vence Criciúma nos pênaltis e avança à final da Copinha

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O São Paulo está na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior! Em uma partida emocionante na Arena Fonte Luminosa, o Tricolor Paulista superou o Criciúma por 2 a 1, com dois gols de pênalti convertidos por Ryan Francisco, o herói da classificação. Ruan Vitor marcou para o Tigre, mas não foi o suficiente para impedir a 12ª final do São Paulo na história da Copinha.

Em busca do pentacampeonato

A equipe comandada pelo técnico [Nome do técnico, se disponível] busca o quinto título da competição, feito que igualaria o clube a Fluminense e Internacional como os segundos maiores vencedores do torneio, atrás apenas do Corinthians, que acumula 11 conquistas. A finalíssima será disputada neste sábado, 25 de janeiro, no Estádio do Pacaembu, contra o vencedor do confronto entre Corinthians e Grêmio, que se enfrentam nesta quarta-feira. O horário da decisão ainda não foi definido pela Federação Paulista de Futebol.

Primeiro tempo com gol catarinense

O Criciúma surpreendeu e abriu o placar aos 27 minutos da etapa inicial. Kaik avançou pela direita e passou para Lira, que girou e finalizou. O goleiro são-paulino João Pedro fez grande defesa, mas Ruan Vitor aproveitou o rebote para mandar a bola para o fundo das redes.

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Segundo tempo com apagão e virada tricolor

A segunda etapa reservou fortes emoções. Aos seis minutos, uma queda de energia paralisou a partida na Arena Fonte Luminosa. Após 16 minutos de espera, a energia foi reestabelecida e o jogo reiniciado.

Na reta final, o São Paulo pressionou em busca do empate e foi recompensado aos 43 minutos com um pênalti a seu favor. Ryan Francisco, com muita personalidade, cobrou com cavadinha e igualou o marcador.

A virada tricolor veio aos 51 minutos, já nos acréscimos. Após um pé alto de Vini em Ferreira, o árbitro marcou o segundo pênalti para o São Paulo. Novamente, Ryan Francisco foi para a cobrança e, com outra cavadinha, garantiu a vitória e a classificação são-paulina para a grande final.

Decisão no Pacaembu

Agora, o São Paulo aguarda o vencedor do duelo entre Corinthians e Grêmio para conhecer seu adversário na final. A decisão promete ser emocionante e colocará frente a frente duas equipes de grande tradição no futebol brasileiro. O Tricolor Paulista, embalado pela atuação de Ryan Francisco, sonha com o quinto título da Copinha e a chance de escrever mais um capítulo glorioso em sua história.

Fonte: Esportes

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Parecer jurídico aponta possível nulidade na criação do “Condomínio LFU” e acende alerta no futebol brasileiro

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Conforme a coluna Lei em Campo, a criação do “Condomínio LFU”, modelo que reúne clubes e investidores para centralizar a venda dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, pode enfrentar um dos maiores desafios jurídicos já vistos no esporte nacional. Além do impasse concorrencial já identificado pelo Cade, um novo parecer jurídico obtido pelo Lei em Campo indica que toda a operação pode ser considerada nula, abrindo espaço para consequências profundas e sistêmicas.

Violação da Lei Geral do Esporte

O documento, assinado pelo constitucionalista e professor Wladimyr Camargos, conclui que a cessão dos direitos de arena feita pelos clubes ao Liga Forte União (LFU) viola o artigo 160, §3º da Lei Geral do Esporte, que permite a transferência desses direitos apenas a entidades que regulam a modalidade e organizam competições.

Como o condomínio inclui investidores financeiros externos ao Sistema Nacional do Esporte, o parecer afirma que a operação é incompatível com a legislação vigente — e, portanto, inválida.

Interferência na autonomia esportiva

Camargos sustenta ainda que o modelo fere o artigo 217 da Constituição Federal, que garante a autonomia esportiva. Para ele, permitir que investidores privados influenciem decisões estruturantes do produto “campeonato”, como gestão comercial, audiovisual e exposição da competição, significa criar um agente econômico interferindo de forma indevida na governança esportiva.

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A crítica é baseada na própria LGE, que veda interferências desse tipo por entender que elas podem comprometer a integridade das competições.

Governança da competição é da CBF, diz parecer

Outro ponto central é a lembrança de que a CBF — amparada por seus estatutos e por normas da Fifa e da Conmebol — é a titular natural da competição e responsável pela governança do futebol nacional. A cessão de poderes comerciais por até 50 anos para um investidor privado criaria, segundo o texto, uma espécie de “regulador paralelo”, rompendo princípios tradicionais de unicidade associativa que organizam o futebol mundial.

Esse movimento poderia, inclusive, abrir margem para questionamentos internacionais sobre a estrutura do futebol brasileiro.

Risco concorrencial e possível nulidade contratual

A situação também preocupa o Cade, que já vê indícios de gun jumping — quando uma operação é consumada antes da aprovação do órgão regulador. Caso essa conduta seja confirmada, o parecer aponta que todos os contratos firmados, inclusive os de transmissão, podem ser declarados nulos.

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Clube e investidores ficariam expostos a multas milionárias e a um cenário de profunda insegurança jurídica, com potencial para afetar diretamente a organização da próxima temporada.

Advertência: risco de crise institucional

O parecer termina com um aviso contundente: no formato atual, o LFU enfrenta obstáculos jurídicos expressivos e pode desencadear uma crise institucional no futebol brasileiro. O modelo de liga, segundo o texto, é possível — mas precisa respeitar limites constitucionais, legais e concorrenciais.

Caso ajustes não sejam feitos, o conflito que hoje parece técnico pode se transformar em um embate de grandes proporções.

LFU rebate e defende modelo

Em nota oficial, a Liga Forte União criticou o parecer, classificando-o como uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio considerado legal e benéfico ao futebol brasileiro. Segundo a entidade, o documento faz uso de “interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação”.

A LFU afirma que:

  • Respeita a autonomia esportiva,

  • Segue os padrões de governança do futebol,

  • Cumpre a legislação concorrencial,

  • E tem como objetivo fortalecer e modernizar o futebol do Brasil.

A liga também ressaltou que mantém colaboração permanente com o Cade, enviando informações e esclarecimentos necessários ao andamento do processo.

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