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Pelé: muito além do futebol, o Rei também revolucionou a cultura mundial

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Obrigado, Pelé Créditos: Arte: Júnior Souza

Maior jogador de todos os tempos, Rei Pelé fez história fora dos gramados, com presença em filmes e na música. “Em vez de 15 minutos de fama, ele terá 15 séculos”, disse Andy Warhol sobre o Rei

Alguns personagens entram para a eternidade por grandes feitos. Não é o caso de Pelé. O rei do futebol é a própria história. É a vida de um menino negro, pobre e que mudou mais que seu destino. É o homem que transformou o esporte, o futebol e, por que não, o próprio Brasil e o mundo em que vivemos.

Nascido em Três Corações, no interior de Minas Gerais, em 23 de outubro de 1940, o Rei Pelé sempre soube do que era capaz. Ainda na infância, prometeu ao pai que seria campeão do mundo ao vê-lo chorando a derrota para o Uruguai na Copa de 1950. A profecia do garoto mineiro, de apenas 9 anos, foi uma ousadia que soava absurda, afinal o Brasil nunca havia conquistado o maior torneio de futebol do planeta.

Primeiros passos de Pelé no futebolPrimeiros passos de Pelé no futebol
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

Mas Pelé, mesmo criança, sabia o que fazia e foi além da palavra prometida ao pai. Muito mais. Oito anos após a derrota em casa, o Brasil foi campeão mundial pela primeira vez. Com apenas 17 anos, Pelé colocou o mundo aos seus pés. Foram seis gols, dois deles na final contra a Suécia. Era o início de uma dinastia no futebol que o mundo jamais esqueceria. No Mundial seguinte, nova conquista. O Brasil se tornara bicampeão mundial, com um feito incrível de Pelé. Duas Copas e dois títulos.

Arquivo do Rei PeléArquivo do Rei Pelé
Créditos: Francepress

E aos 29 anos, quando todo muitos já imaginavam um declínio técnico, foi ele a grande figura da Seleção Brasileira na Copa de 1970 ao conduzir o time, considerado por muitos, como o melhor de todos os tempos. Gérson, Rivellino, Tostão, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres. Uma lista gigante de talentos que eram regidos pela maestria do Rei.

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Pelé é abraçado por companheiros após gol de Carlos Alberto na final da Copa do Mundo de 1970Pelé é abraçado por companheiros após gol de Carlos Alberto na final da Copa do Mundo de 1970
Créditos: FIFA

A história de Pelé já seria grandiosa só pelo esporte. Mas não pode ser resumida a isso. Graças a sua magia, o rei também transformou o futebol em uma plataforma global de socialização e marketing. Como atleta do Santos, viajou por todo o mundo como se fosse um artista musical, que percorre o planeta para apresentar os seus shows a uma legião de fãs.

As excursões do Santos e também da Seleção Brasileira mostravam como Pelé sempre esteve à frente do tempo. As equipes de Pelé eram assistidas por milhões de pessoas e fez com que o futebol se tornasse também um produto comercial, com um grande número pessoas interessadas em ver o futebol arte brasileiro.

Foi nesse período que o Brasil passou a ser tratado como o país do futebol. Graças ao Rei. Por conta dele, em todos os cantos do mundo, a amarelinha ganhou espaço e súditos. O manto canarinho se tornou a peça mais cobiçada do futebol, com reconhecimento mundial.

Pelé é capa de jornal na FrançaPelé é capa de jornal na França
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

Pelé foi mais que um atleta, um extraclasse do futebol. O Rei foi símbolo da cultura pop e colocou o Brasil no mais alto cenário artístico internacional. Filmes, músicas, exposições de arte. Em todas as áreas ele transitou com maestria e reverência das pessoas que estavam ao seu redor.

Pelé brinca com a sua coroa de ReiPelé brinca com a sua coroa de Rei
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

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Um dos pontos que mostra a magnitude de Pelé é o quadro do artista plástico Andy Warhol. Acostumado a retratar grandes personalidades da cultura mundial, como Elvis Presley e Marilyn Monroe, o norte-americano fez uma obra do rei e sentenciou:

“Em vez de 15 minutos de fama, ele terá 15 séculos”. Warhol sabia o que dizia

A obra de Pelé fora dos gramados atingiu todos os patamares. Até mesmo na música chegou a mostrar seus dotes. Se dentro de campo ele fez parceria com os maiores craques que o mundo já viu, como Garrincha, Rivellino, Jairzinho e muitos outros, fora das quatro linhas ele fez dupla com Elis Regina, uma das intérpretes de maior talento que o Brasil já viu.

Pelé gravou disco com Elis ReginaPelé gravou disco com Elis Regina
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

O Rei também gravou filmes dos mais variados estilos. Um dos mais famosos foi “Fuga para a vitória”, quando contracenou com o Sylvester Stallone, ícone do cinema norte-americano no século passado.

Pelé e Sylvester Stallone protagonizaram filme juntos na década de 1970Pelé e Sylvester Stallone protagonizaram filme juntos na década de 1970
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

No cenário nacional, Pelé foi o protagonista de “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”, filme brasileiro de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias que homenageou o maior jogador de todos os tempos.

Sobre as suas aventuras na grande tela, o Rei demonstrou todo o seu carisma ao brincar que “foi mais difícil ensinar o Renato Aragão (Didi) a jogar futebol do que ele me ensinar a atuar”.

Pelé grava filme com Trapalhões e brinca com Renato AragãoPelé grava filme com Trapalhões e brinca com Renato Aragão
Créditos: Arquivo Pessoal/Pelé

Pelé deixa o mundo com um grande legado. Mostrou a todos que a simplicidade é também uma forma de ser genial. E Pelé foi tudo isso. Simples, sofisticado, gênio, humano e protagonista.

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São Paulo perde para o Remo e chega a cinco jogos sem vitória no Brasileirão

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O São Paulo voltou a tropeçar no Campeonato Brasileiro e foi derrotado pelo Remo por 1 a 0 neste domingo, no Mangueirão, em Belém, pela 18ª rodada. O resultado ampliou a sequência negativa do Tricolor, que chega à pausa para a Copa do Mundo sem vencer há cinco partidas na competição.

A derrota também mexeu na situação do time na tabela. Com 25 pontos, o São Paulo caiu para a oitava colocação. Já o Remo, apesar do triunfo diante de sua torcida, segue em situação complicada, ocupando a 18ª posição, com 18 pontos e dentro da zona de rebaixamento.

O jogo

No início do jogo, o São Paulo até criou a primeira oportunidade clara. Logo no primeiro minuto, Lucas Rasmon finalizou rasteiro e obrigou Ivan a espalmar para escanteio. Depois de um período de mais marcação e poucas chances, o Tricolor voltou a aparecer em contra-ataque rápido: Calleri encontrou Artur, que ficou cara a cara com o goleiro, mas parou em outra boa defesa.

O Remo respondeu na reta final da etapa inicial e quase abriu o placar em um lance de sobra dentro da área. Patrick pegou de primeira e carimbou a trave de Rafael, levando perigo ao gol são-paulino. Já nos acréscimos, Artur ainda tentou em cobrança de falta pela esquerda, mas Ivan apareceu novamente para evitar o gol do São Paulo.

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O segundo tempo teve ritmo mais travado e poucas chances reais de gol. A primeira jogada de maior perigo surgiu aos 25 minutos, com Pikachu, mas o lance foi anulado por impedimento. As equipes ainda reclamaram de duas possíveis penalidades, uma para cada lado, mas o árbitro nada marcou.

Quando o empate parecia encaminhado, o Remo encontrou o gol da vitória nos minutos finais. Nos acréscimos, Marcelinho aproveitou uma sobra na área e definiu o placar no Mangueirão, frustrando a tentativa do São Paulo de encerrar a sequência sem vitórias antes da parada do calendário.

Próximos jogos

Remo

Corinthians x Remo (19ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data: 22 de julho (quarta-feira)
Local: Neo Química Arena, em São Paulo

São Paulo

São Paulo x Athletico-PR (19ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data: 22 de julho (quarta-feira)
Local: Morumbis, em São Paulo

FICHA TÉCNICA
Remo 1 x 0 São Paulo
Competição 18ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local Mangueirão, em Belém
Data 31 de maio de 2026 (domingo)
Horário 20h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Osorio, Enzo Diaz (São Paulo)
Gols Marcelinho, aos 48′ do 2ºT (Remo)
Remo Ivan; Marcelinho, Marllon, Tchamba, Mayk; Zé Welison (Picco), Patrick, Zé Ricardo (Gabriel Poveda); Pikachu (Matheus Alexandre), Vitor Bueno (David Braga), Alef Manga. Técnico: Léo Condé.
São Paulo Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Osório, Enzo Díaz; Pablo Maia, Danielzinho (Hugo); Artur (Tetê), André Silva (Marcos Antônio), Ferreirinha (Lucca); Calleri (Tapia). Técnico: Dorival Júnior.

Fonte: Esportes

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