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Palmeiras vence o São Bernardo com gol de Flaco López e mantém liderança do Grupo B

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Na noite desta quinta-feira (15.02), o Palmeiras garantiu mais uma vitória no Campeonato Paulista, superando o São Bernardo por 1 a 0, em uma partida realizada no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. O único gol do jogo foi marcado pelo argentino Flaco López, que com esse tento, alcançou a marca de cinco gols no estadual, tornando-se o artilheiro isolado da competição, superando Raphael Veiga.

O confronto foi marcante para o Verdão não apenas pela vitória, mas também pelo retorno de Endrick, após sua participação com a Seleção Brasileira Pré-Olímpica, e pela estreia de Lázaro no ataque palmeirense. Com este resultado, o Palmeiras segue firme na liderança do Grupo B, somando agora 17 pontos, fruto de cinco vitórias e dois empates. Por outro lado, o São Bernardo permanece em terceiro lugar no Grupo D, com 12 pontos conquistados até o momento.

O jogo teve momentos de tensão e emoção, com o Palmeiras dominando as ações ofensivas desde os primeiros minutos. Rony, em particular, teve diversas oportunidades de abrir o placar, mas encontrou pela frente um inspirado Alex Alves, goleiro do São Bernardo, que fez importantes intervenções.

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A partida sofreu uma interrupção aos 29 minutos do primeiro tempo, devido a uma queda de energia em uma das torres de refletores do estádio, mas após 22 minutos de paralisação, o jogo foi retomado. Apesar das chances criadas, o placar só foi alterado aos 42 minutos do segundo tempo, quando Flaco López finalizou com sucesso um cruzamento de Estêvão, garantindo a vitória ao time alviverde.

O próximo compromisso do Palmeiras será o clássico contra o Corinthians, válido pela nona rodada do Paulistão, a ser disputado na Arena Barueri, no domingo, às 18 horas. Já o São Bernardo enfrentará o Santo André, na segunda-feira, às 19 horas, no Estádio Primeiro de Maio, buscando a recuperação no campeonato.

A vitória palmeirense reforça a solidez da equipe no Campeonato Paulista, enquanto o gol de Flaco López coloca o argentino em destaque na competição, alimentando as esperanças do Verdão em busca do título estadual.

FICHA TÉCNICA

SÃO BERNARDO 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo
Data: 15 de fevereiro de 2024 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Daniel Luis Marques
VAR: Jose Claudio Rocha Filho
Cartões amarelos: Lucas Lima, Hélder, Wesley Dias (São Bernardo)
Cartão vermelho: nenhum
Público: 6.175 pessoas
Renda: R$ 527.450

GOL: Flaco López (aos 42 minutos do 2°T)

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SÃO BERNARDO: Alex Alves; Vitor Ricardo (Hugo Sanches), Hélder Maciel e Carrerette (Rafael Forster); Arthur Henrique, Rodrigo Souza, Lucas Lima (Wesley Dias) e Silvinho (Alan Santos); Lucas Tocantins, João Carlos (Romisson) e Matheus Régis. Técnico: Márcio Zanardi

PALMEIRAS: Marcelo Lomba; Marcos Rocha (Lázaro), Murilo, Naves e Vanderlan (Piquerez); Aníbal Moreno, Gabriel Menino (Richard Ríos), e Jhon Jhon; Luís Guilherme (Estêvão), Rony e Endrick (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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