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Palmeiras vence Ceará por 3 a 0, com show de Estêvão e confirma vaga nas oitavas da Copa do Brasil
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O Palmeiras carimbou seu passaporte para as oitavas de final da Copa do Brasil na noite desta quinta-feira ao vencer novamente o Ceará, desta vez por 3 a 0, no Allianz Parque. Com o placar agregado de 4 a 0 (vitória por 1 a 0 na ida), o Verdão garantiu sua classificação com gols de Estêvão (duas vezes) e Flaco López em uma partida de domínio palmeirense.
Com o triunfo, o Palmeiras avança na competição eliminatória nacional e agora aguarda o sorteio a ser realizado pela CBF para conhecer seu próximo adversário entre os 16 classificados. Para o Ceará, a derrota representa a eliminação do torneio.
O jogo
O Palmeiras utilizando a vantagem construída na ida para ter mais tranquilidade, mas o Ceará buscou dificultar as ações. A primeira chance perigosa do Verdão foi aos seis minutos, em cobrança de falta de Piquerez que passou perto do travessão. Aos 20, Estêvão fez boa jogada, tabelou com Mauricio, invadiu a área e finalizou, parando em grande defesa de Fernando Miguel. Aníbal Moreno tentou de fora da área aos 27, mas mandou para fora.
O Ceará respondeu aos 30 com Lucas Mugni, que cobrou falta de longe nas mãos de Weverton. Perto do fim do primeiro tempo, o Palmeiras teve nova chance com Mayke cruzando, Lucas Evangelista dominando e carimbando a defesa, e Piquerez pegando a sobra para nova defesa de Fernando Miguel. Em um lance na sequência, o Ceará chegou a marcar com Pedro Henrique após drible em Weverton, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR.
Segundo tempo
A etapa final começou com o Ceará assustando em finalização de Pedro Henrique para fora. O Palmeiras respondeu aos dois minutos com Mayke acionando Estêvão, que tocou para Vitor Roque finalizar e ver Fernando Miguel salvar. Pouco depois, Gómez cabeceou perto da meta cearense.
O jogo ganhou em movimentação. Aos 12, Galeano finalizou e a bola desviou para fora. Dois minutos depois, Estêvão avançou individualmente pela direita e cruzou, a bola bateu em Nicolas e sobrou perigosamente para o goleiro. Aos 19 minutos, a joia palmeirense voltou a avançar pela direita e foi derrubado por Nicolas dentro da área. Após revisão do VAR, o árbitro Daronco assinalou a penalidade. Estêvão cobrou no canto esquerdo, Fernando Miguel defendeu, mas deu rebote no pé do próprio camisa 41, que completou para o fundo das redes, abrindo o placar.
O Palmeiras não demorou a ampliar. Na sequência do primeiro gol, Evangelista acionou Estêvão pela esquerda. A Cria da Academia invadiu a área, driblou a marcação e soltou uma pancada indefensável, marcando um golaço e o segundo do Verdão.
O terceiro gol palmeirense veio aos 41 minutos do segundo tempo, selando a vitória e a classificação. Mayke lançou na área, Flaco López levou a melhor sobre o zagueiro Marllon, dominou, girou e bateu firme para balançar a rede de Fernando Miguel e fechar o placar em 3 a 0.
Os jogos de volta das oitavas de final da Copa do Brasil estão programados para ocorrer entre os dias 30 de julho e 6 de agosto.
O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, em clássico contra o Flamengo, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. A partida será no Allianz Parque, a partir das 16 horas (horário de Brasília). O Ceará terá mais tempo de preparação, com seu próximo compromisso marcado apenas para o dia 1º de junho, contra o Atlético-MG, pela 11ª rodada do Brasileirão, na Arena Castelão, às 18h30.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3X0 CEARÁ
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 22/05/2025
Hora: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Público: 38.598 torcedores
Renda: R$ 2.633.274,10
Cartão amarelo: Rafael Ramos (Ceará)
Gols: Estêvão, aos 21 e 24 minutos do 2°T, e Flaco López, aos 40 do 2°T (Palmeiras)
PALMEIRAS: Weverton; Giay, Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Piquerez (Vanderlan); Aníbal Moreno, Lucas Evangelista (Richard Ríos) e Mauricio; Felipe Anderson, Estêvão (Paulinho) e Vitor Roque (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira
CEARÁ: Fernando Miguel; Rafael Ramos, Willian Machado, Marllon e Dieguinho; Matheus Bahia Nicolas), Fernando Sobral (Lourenço) e Lucas Mugni (Matheus Araújo); Pedro Henrique (Lelê), Galeano (Aylon) e Pedro Raul. Técnico: Léo Condé
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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